INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023
Uma médica iniciou suas atividades em uma equipe de Saúde da Família (ESF) de um grande centro urbano. Na primeira reunião de equipe, questionou de que forma os trabalhadores organizavam seu processo de trabalho para compreender as especificidades e necessidades da população da área adstrita, do ponto de vista dos determinantes sociais da saúde (DSS). Os profissionais participantes da reunião não conseguiram responder a essa pergunta. A seguir é apresentado o modelo de determinantes sociais da saúde (DSS), proposto por Dahlgren e Whitehead: Considerando o modelo de determinação social da saúde apresentado, os profissionais dessa ESF deveriam:
Modelo Dahlgren-Whitehead: Indivíduo (base) → Estilo de vida (limiar) → Redes sociais → Macrocondições.
Os DSS são organizados em camadas concêntricas, onde as características individuais inatas formam o núcleo e os estilos de vida ligam o indivíduo ao meio social.
O modelo de Dahlgren e Whitehead é uma das representações mais aceitas para os Determinantes Sociais da Saúde (DSS). Ele utiliza uma abordagem multinível para explicar como as desigualdades em saúde são produzidas. Para uma equipe de Saúde da Família, compreender este modelo é essencial para ir além da clínica biológica e atuar sobre as causas das causas. A organização do processo de trabalho em uma ESF deve considerar que a saúde da população adstrita é resultado da interação entre o micro (genética e comportamento) e o macro (políticas econômicas e ambiente). A alternativa correta destaca que os fatores individuais estão na base, enquanto o estilo de vida atua como uma ponte entre o indivíduo e as estruturas sociais mais amplas.
No centro (ou base) do modelo estão os indivíduos, com suas características biológicas inatas e não modificáveis, como idade, sexo e fatores genéticos/hereditários. Esses elementos influenciam o potencial de saúde, mas não agem isoladamente dos fatores externos.
Os estilos de vida individuais situam-se na camada imediatamente externa ao núcleo. Eles representam comportamentos como tabagismo, dieta e atividade física. No modelo, eles estão no limiar entre os fatores individuais e os determinantes sociais, pois embora sejam escolhas pessoais, são fortemente moldados pelas redes sociais e condições de vida.
As camadas externas englobam as redes sociais e comunitárias, seguidas pelas condições de vida e trabalho (habitação, saneamento, serviços de saúde) e, finalmente, as condições socioeconômicas, culturais e ambientais gerais. Essas camadas macro determinam as oportunidades e os riscos aos quais os indivíduos estão expostos, sendo o foco principal das políticas de saúde pública.
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