Modelo de Saúde no Brasil (1964-1988): Tendências

UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2017

Enunciado

O modelo assistencial de saúde no Brasil, no período de 1964 a 1988, apresenta como tendência:  

Alternativas

  1. A) A priorização do modelo de atenção médica individual, em detrimento das ações de saúde coletiva, mantida sua separação. 
  2. B)  A priorização do modelo de saúde coletiva. 
  3. C) A harmonização das ações médico-individuais e de saúde pública em um modelo de atenção à saúde.
  4. D) O estímulo a uma organização do trabalho, nas instituições de saúde, que privilegie e promova equipes multiprofissionais. 
  5. E) O estimulo à prática médica liberal como modelo de atenção à saúde.

Pérola Clínica

1964-1988 Brasil: Prioridade à atenção médica individual e curativa, com separação da saúde coletiva.

Resumo-Chave

Durante o período de 1964 a 1988, o modelo assistencial de saúde no Brasil foi predominantemente médico-assistencial privatista e curativo. Houve uma forte priorização da atenção médica individual, muitas vezes hospitalocêntrica e voltada para a doença, em detrimento das ações de saúde coletiva e preventiva, que eram tratadas de forma separada e com menor investimento.

Contexto Educacional

O período de 1964 a 1988 no Brasil foi marcado por um modelo assistencial de saúde que priorizava a atenção médica individual e curativa, em detrimento das ações de saúde coletiva. Este modelo, frequentemente chamado de médico-assistencial privatista, era caracterizado pela forte influência da medicina liberal e pela expansão de serviços hospitalares, muitas vezes privados, financiados pela previdência social. A saúde era vista como um bem de consumo, acessível principalmente aos trabalhadores formais e seus dependentes, enquanto a população mais vulnerável ficava à margem. Nesse contexto, as ações de saúde pública, como saneamento e controle de endemias, eram tratadas de forma separada e com menor investimento, sem uma integração efetiva com a assistência médica individual. A dicotomia entre saúde pública e assistência médica era profunda, refletindo uma visão fragmentada e reativa da saúde, focada na doença e não na promoção e prevenção. A crítica a esse modelo e a busca por uma saúde mais equitativa e universal impulsionaram o movimento da Reforma Sanitária Brasileira, que culminaria na criação do Sistema Único de Saúde (SUS) em 1988. O SUS, com seus princípios de universalidade, integralidade e equidade, representou uma ruptura com o modelo anterior, buscando harmonizar as ações individuais e coletivas e garantir o acesso à saúde como um direito de todos.

Perguntas Frequentes

Qual era a principal característica do modelo assistencial de saúde no Brasil antes do SUS?

Antes do SUS, o modelo era caracterizado pela fragmentação, com predominância da atenção médica individual e curativa, focada em hospitais e clínicas privadas, e uma separação clara das ações de saúde pública e preventiva, que eram subfinanciadas.

Como a previdência social se relacionava com a saúde nesse período?

A previdência social, através do INPS (Instituto Nacional de Previdência Social), era responsável pela assistência médica aos trabalhadores formais e seus dependentes, financiando hospitais e serviços, mas excluindo grande parte da população e reforçando o caráter curativo e individual.

Qual o impacto da Reforma Sanitária Brasileira nesse contexto?

A Reforma Sanitária Brasileira, que culminou na criação do SUS em 1988, surgiu como um movimento de crítica a esse modelo fragmentado e excludente, defendendo a saúde como direito universal e dever do Estado, com uma abordagem integral e equitativa.

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