SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2019
Um paciente de 34 anos, vítima de queda de motocicleta, é internado com diagnóstico de hemotórax, fratura de três arcos costais à direita, contusão pulmonar e lesão esplênica grau I. Não foram achadas outras lesões. O tórax foi drenado. No segundo dia de internação, está estável, eupneico e sem dor abdominal. Conduta neste momento, entre as apresentadas, além de analgesia adequada e fisioterapia respiratória:
Paciente pós-trauma estável com lesões leves → mobilização precoce e dieta oral para evitar complicações.
Em pacientes pós-trauma torácico e abdominal com lesões leves e estáveis hemodinamicamente, a conduta moderna preconiza a mobilização precoce (deambulação, sentar em poltrona) e a introdução de dieta oral. Isso visa prevenir complicações como atelectasias, trombose venosa profunda e íleo paralítico, além de promover uma recuperação mais rápida e reduzir o tempo de internação.
O manejo de pacientes vítimas de trauma evoluiu significativamente, com foco na recuperação funcional e prevenção de complicações. No trauma torácico, fraturas de costelas e contusão pulmonar são comuns, exigindo analgesia adequada e fisioterapia respiratória intensiva. Lesões esplênicas de baixo grau (I e II) são frequentemente manejadas de forma conservadora, sem necessidade de cirurgia imediata, desde que o paciente esteja hemodinamicamente estável. A avaliação contínua da estabilidade clínica é primordial. A conduta moderna para pacientes pós-trauma estáveis enfatiza a mobilização precoce e a introdução de dieta oral. O repouso prolongado no leito e o jejum desnecessário estão associados a um aumento de complicações como trombose venosa profunda, embolia pulmonar, atelectasias, pneumonia, perda de massa muscular e íleo paralítico. A deambulação e a alimentação oral precoce promovem a recuperação do trânsito intestinal, melhoram a função pulmonar e a força muscular, além de reduzir o estresse psicológico do paciente. Para residentes, é crucial compreender que a estabilidade clínica do paciente é o principal fator determinante para a progressão da mobilização e da dieta. A monitorização de sinais vitais, dor e débito de drenos (se presentes) deve ser contínua. A alta da unidade de terapia intensiva e a introdução de dieta não devem ser atrasadas desnecessariamente se o paciente apresentar boa evolução, visando uma recuperação mais rápida e eficiente.
A mobilização precoce, como deambular e sentar em poltrona, é fundamental para prevenir complicações pulmonares como atelectasias e pneumonia, melhorar a ventilação, reduzir o risco de trombose venosa profunda e embolia pulmonar, e promover o bem-estar psicológico do paciente. Ela acelera a recuperação e diminui o tempo de internação.
Em casos de lesão esplênica grau I, que geralmente são manejados de forma conservadora, a dieta oral pode ser introduzida assim que o paciente estiver estável, sem sinais de irritação peritoneal, náuseas ou vômitos. Não é necessário jejum prolongado, e a introdução precoce da dieta contribui para a recuperação intestinal e nutricional.
A fisioterapia respiratória é essencial para pacientes com trauma torácico, especialmente aqueles com fraturas de costelas e contusão pulmonar. Ela ajuda a prevenir atelectasias, mobilizar secreções, melhorar a expansibilidade pulmonar e reduzir a dor, otimizando a função respiratória e prevenindo complicações como pneumonia.
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