FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2022
Em paciente jovem, com quadro de precordialgia, com ECG mostrando supradesnivelamento difuso de segmento ST por miopericardite aguda. Qual o tratamento adequado?
Miopericardite aguda com disfunção ventricular ou IC → internação + IECA/BRA + BB (se tolerado), para otimização hemodinâmica e prevenção de remodelamento.
A miopericardite aguda, especialmente quando associada a disfunção ventricular ou insuficiência cardíaca, requer internação hospitalar e tratamento de suporte. Este pode incluir IECA/BRA e betabloqueadores para otimizar a função cardíaca, reduzir a pós-carga e prevenir o remodelamento ventricular adverso, melhorando o prognóstico a longo prazo.
A miopericardite aguda é uma condição inflamatória do miocárdio e pericárdio, frequentemente de etiologia viral, que pode mimetizar um infarto agudo do miocárdio devido à dor precordial e alterações eletrocardiográficas, como o supradesnivelamento difuso do segmento ST, sendo um desafio diagnóstico. O diagnóstico diferencial é crucial. Enquanto no IAM o supradesnivelamento do ST é localizado e convexo, na miopericardite é difuso e côncavo, podendo haver depressão do segmento PR. A elevação de troponinas ocorre em ambas, mas na miopericardite reflete lesão miocárdica inflamatória. A ecocardiografia é fundamental para avaliar a função ventricular e a presença de derrame pericárdico. O tratamento da miopericardite é primariamente de suporte. Em casos de disfunção ventricular ou insuficiência cardíaca manifesta, a internação em unidade coronariana é indicada, e o manejo inclui o uso de inibidores da enzima de conversão (IECA) ou bloqueadores do receptor da angiotensina (BRA) e betabloqueadores, visando otimizar a hemodinâmica e prevenir o remodelamento cardíaco adverso, melhorando o prognóstico a longo prazo.
Na miopericardite, o supradesnivelamento do ST é difuso, geralmente côncavo para cima, sem alterações recíprocas significativas, e pode haver depressão do segmento PR. No IAM, o supradesnivelamento é localizado e convexo, com ondas Q patológicas e alterações recíprocas.
O tratamento inicial geralmente envolve repouso, anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) ou colchicina para controle da dor e inflamação. Corticosteroides podem ser considerados em casos específicos de refratariedade ou etiologias autoimunes.
IECA/BRA e betabloqueadores são indicados para otimizar a função cardíaca, reduzir a pós-carga, controlar a frequência cardíaca e prevenir o remodelamento ventricular adverso em pacientes que desenvolvem disfunção ventricular ou insuficiência cardíaca, melhorando a sobrevida.
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