HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2020
Paciente nuligesta, 29 anos, com desejo reprodutivo, diagnóstico de leiomioma subseroso, de 08 cm, apresentando dor pélvica crônica. Das opções abaixo, qual a melhor conduta?
Leiomioma sintomático em paciente com desejo reprodutivo → Miomectomia uterina para preservar fertilidade.
Em pacientes jovens com leiomiomas sintomáticos e desejo de engravidar, a miomectomia é a conduta de escolha. Este procedimento remove o mioma preservando o útero, o que é crucial para a manutenção da capacidade reprodutiva. Outras opções como histerectomia ou embolização podem comprometer a fertilidade.
Leiomiomas uterinos são tumores benignos comuns do miométrio, afetando uma parcela significativa de mulheres em idade reprodutiva. A apresentação clínica varia amplamente, desde assintomática até sangramento uterino anormal, dor pélvica e infertilidade. A escolha do tratamento depende de fatores como tamanho e localização do mioma, sintomas, idade da paciente e, crucialmente, o desejo reprodutivo. Em pacientes com leiomiomas sintomáticos e desejo de engravidar, a miomectomia é a abordagem preferencial. Este procedimento cirúrgico visa remover o mioma preservando a integridade uterina, o que é essencial para futuras gestações. A fisiopatologia da dor pélvica associada a leiomiomas pode envolver compressão de nervos, isquemia ou inflamação local, justificando a intervenção em casos sintomáticos. Outras opções como a embolização de artérias uterinas, terapia hormonal ou histerectomia têm indicações específicas. A embolização é uma alternativa menos invasiva, mas seu impacto na fertilidade ainda é objeto de estudo e geralmente é considerada para pacientes que não desejam gestar. A histerectomia é o tratamento definitivo, mas inviabiliza a gravidez. O manejo adequado exige uma avaliação individualizada para otimizar os resultados clínicos e reprodutivos.
Os leiomiomas uterinos podem ser assintomáticos, mas quando sintomáticos, podem causar sangramento uterino anormal (menorragia, metrorragia), dor pélvica crônica, sensação de peso ou pressão pélvica, e sintomas compressivos em órgãos adjacentes como bexiga e reto.
A miomectomia é a melhor opção porque remove seletivamente o leiomioma, preservando o útero e, consequentemente, a capacidade reprodutiva da paciente. Isso é fundamental para mulheres que desejam engravidar no futuro, ao contrário da histerectomia que remove o útero.
A embolização de artérias uterinas é menos invasiva que a miomectomia, mas pode ter um impacto incerto na fertilidade e na função ovariana, além de maior taxa de recorrência de sintomas em alguns estudos. A miomectomia oferece uma remoção mais definitiva do mioma com melhor preservação da fertilidade, embora seja um procedimento cirúrgico mais complexo.
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