UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2015
Paciente primigesta, na 37ª semana de gestação, é admitida em fase ativa de trabalho de parto. Refere ter sido submetida amiomectomia intramural há 5 anos. Ao exame: colo 5 cm, fino, central; bolsa íntegra; BCF = 140 bpm, sem desacelerações precoces ou tardias e pólo cefálico no plano zero de De Lee. A melhor conduta é:
Miomectomia intramural prévia sem invasão endometrial → parto vaginal possível, conduzir trabalho de parto.
A miomectomia intramural, desde que não tenha invadido a cavidade endometrial, não é uma contraindicação absoluta para o parto vaginal. A paciente está em fase ativa de trabalho de parto com boa evolução, indicando que a condução e analgesia são as condutas mais apropriadas.
A história de miomectomia uterina em gestantes é um tema relevante na obstetrícia, pois pode influenciar a via de parto. A decisão sobre a via de parto deve ser individualizada e baseada na avaliação do tipo de miomectomia realizada, especialmente a profundidade da incisão e se houve ou não invasão da cavidade endometrial. Miomectomias subserosas ou intramurais que não atingiram o endométrio geralmente não aumentam o risco de rotura uterina de forma significativa, permitindo o parto vaginal. Em casos de miomectomia intramural sem invasão endometrial, a conduta é a condução do trabalho de parto, com monitorização rigorosa. A paciente deve ser acompanhada de perto para sinais de rotura uterina, embora o risco seja baixo. A analgesia é indicada para conforto da paciente, e a ocitocina pode ser utilizada com cautela, se necessária, para otimizar as contrações, desde que não haja contraindicações. É crucial diferenciar os tipos de miomectomia e seus riscos associados. A cesariana eletiva é indicada quando há incisão uterina que invadiu o endométrio ou em casos de miomas múltiplos que comprometem a integridade uterina. A prova de trabalho de parto com misoprostol é contraindicada em útero cicatricial devido ao risco aumentado de rotura.
A miomectomia prévia contraindica o parto vaginal quando a incisão uterina foi profunda e invadiu a cavidade endometrial, aumentando significativamente o risco de rotura uterina durante o trabalho de parto.
O risco de rotura uterina após miomectomia depende da técnica cirúrgica e da profundidade da incisão. É maior em miomectomias que invadiram o endométrio e menor em miomectomias subserosas ou intramurais superficiais.
Se a miomectomia foi intramural sem invasão endometrial, a conduta é a condução do trabalho de parto, com monitorização cuidadosa da mãe e do feto, e analgesia conforme necessário. A cesariana é reservada para indicações obstétricas habituais ou se houver sinais de sofrimento fetal ou rotura uterina.
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