Mioma Submucoso: Diagnóstico e Tratamento Histeroscópico

SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2023

Enunciado

Uma paciente de 32 anos de idade realizou ultrassonografia transvaginal para avaliação de rotina. O exame evidenciou útero com consistência heterogênea e irregular, com imagem hipoecoica sugerindo mioma submucoso de 20 mm em parede corporal anterior, com distância de 1.0 cm da serosa do útero. Ela não tem filhos. Acerca desse caso clínico, assinale a alternativa que indica a conduta mais adequada para a confirmação diagnóstica e tratamento do mioma uterino.

Alternativas

  1. A) Embolização das artérias uterinas
  2. B) Miomectomia por via laparotômica
  3. C) Ressonância magnética da pelve
  4. D) Miomectomia por via laparoscópica
  5. E) Miomectomia por via histeroscópica

Pérola Clínica

Mioma submucoso < 5 cm e desejo de gestar → Miomectomia histeroscópica é a conduta ideal.

Resumo-Chave

Miomas submucosos, especialmente aqueles com componente intracavitário significativo e em pacientes com desejo de gestação, são idealmente tratados por histeroscopia. Este método minimamente invasivo permite a remoção do mioma preservando a integridade uterina e a fertilidade.

Contexto Educacional

Miomas uterinos são tumores benignos comuns do útero, afetando uma parcela significativa de mulheres em idade reprodutiva. Os miomas submucosos, que se projetam para a cavidade uterina, são particularmente relevantes devido ao seu impacto na fertilidade e no sangramento uterino anormal. A correta identificação e manejo desses miomas são cruciais para a saúde reprodutiva feminina. O diagnóstico de mioma submucoso é frequentemente realizado por ultrassonografia transvaginal, que pode ser complementada por histerossonografia ou ressonância magnética para melhor detalhamento. A classificação dos miomas submucosos (FIGO 0, 1, 2) é fundamental para guiar a conduta. Miomas submucosos são uma causa conhecida de infertilidade e abortos de repetição, devido à distorção da cavidade uterina e alterações no endométrio. Para miomas submucosos, especialmente em pacientes jovens e nulíparas com desejo de gestação, a miomectomia histeroscópica é a abordagem de escolha. Este procedimento permite a remoção do mioma por via vaginal, sem incisões abdominais, preservando a integridade uterina e otimizando as chances de gravidez futura. Outras opções como embolização ou miomectomia por outras vias são geralmente reservadas para miomas de outras localizações ou em pacientes sem desejo reprodutivo.

Perguntas Frequentes

Quais são as indicações para miomectomia histeroscópica?

A miomectomia histeroscópica é indicada para miomas submucosos (tipos 0, 1 e 2 da FIGO), especialmente aqueles com tamanho inferior a 5 cm e em pacientes com sintomas como sangramento uterino anormal ou infertilidade, que desejam preservar a fertilidade.

Por que a histeroscopia é a melhor opção para miomas submucosos?

A histeroscopia permite a remoção direta do mioma que protrui para a cavidade uterina, sendo um procedimento minimamente invasivo, sem incisões abdominais, com menor tempo de recuperação e preservação da capacidade reprodutiva.

Quais os riscos da miomectomia histeroscópica?

Os riscos incluem perfuração uterina, sangramento, infecção e, mais raramente, síndrome de sobrecarga hídrica devido ao meio de distensão. A escolha do cirurgião experiente e a técnica adequada minimizam esses riscos.

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