Miomatose Uterina Sintomática: Histerectomia Total

UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2026

Enunciado

Mulher de 48 anos, G3P3, comparece ao pronto atendimento ginecológico referindo sangramento uterino intenso há 10 dias, associado a dor pélvica contínua e sensação de peso no baixo ventre. Relata episódios semelhantes nos últimos meses, com menstruações prolongadas e coágulos volumosos, não responsivos a tratamento clínico prévio com anti-inflamatórios e anticoncepcionais hormonais. Apresenta fadiga e tontura aos esforços. Antecedentes: hipertensão controlada, prole constituída, laqueadura tubária há 15 anos. Ao exame físico: • Bom estado geral, pálida ++/4+ • PA: 110x70 mmHg, FC: 96 bpm • Abdome: palpação hipogástrica dolorosa com massa endurecida e irregular, que se eleva até 4 cm da cicatriz umbilical. • Ao toque bimanual: útero aumentado de volume, superfície irregular, consistência firme, móvel e indolor. • Colo uterino sem lesões, sangramento moderado pelo orifício externo. Exames complementares: • Hemoglobina: 9,4 g/dL • Hematócrito: 29% • Beta-hCG: negativo • Ultrassonografia transvaginal: útero aumentado (volume 420 cm³), múltiplos nódulos hipoecoicos intramurais e submucosos, o maior medindo 6,2 cm, endométrio afilado e anexos sem alterações. Considerando o quadro clínico e os achados dos exames complementares, a conduta mais adequada é:

Alternativas

  1. A) Inserir dispositivo intrauterino com levonorgestrel para controle do sangramento.
  2. B) Programar miomectomia por via laparoscópica para preservação uterina.
  3. C) Iniciar antifibrinolítico (ácido tranexâmico) e reavaliar em 30 dias.
  4. D) Realizar ablação endometrial por histeroscopia para controle do sangramento.
  5. E) Indicar histerectomia total devido à miomatose sintomática e prole constituída.

Pérola Clínica

Miomatose uterina sintomática, prole constituída, falha tratamento clínico → Histerectomia total = tratamento definitivo.

Resumo-Chave

Em pacientes com miomatose uterina sintomática, prole constituída e falha terapêutica com tratamentos conservadores, a histerectomia total é a conduta mais adequada para resolver os sintomas e prevenir recorrências. A anemia e o volume uterino aumentado reforçam a indicação cirúrgica.

Contexto Educacional

A miomatose uterina, ou leiomiomatose, é a neoplasia benigna mais comum do trato genital feminino, afetando uma parcela significativa de mulheres em idade reprodutiva. Os sintomas variam conforme o tamanho, número e localização dos miomas, sendo o sangramento uterino anormal e a dor pélvica os mais frequentes e debilitantes. O diagnóstico é predominantemente clínico e ultrassonográfico. A escolha do tratamento depende de múltiplos fatores, incluindo idade da paciente, desejo de gestação futura, gravidade dos sintomas, tamanho e localização dos miomas, e resposta a terapias prévias. Para pacientes com prole constituída e sintomas refratários a tratamentos conservadores, a histerectomia total representa a solução definitiva, eliminando os sintomas e o risco de recorrência. É crucial uma avaliação individualizada para determinar a melhor abordagem terapêutica.

Perguntas Frequentes

Quais os principais sintomas da miomatose uterina?

Os principais sintomas incluem sangramento uterino anormal (menorragia, metrorragia), dor pélvica crônica, sensação de peso no baixo ventre, compressão de órgãos adjacentes e infertilidade.

Quando a histerectomia é indicada para miomatose?

A histerectomia é indicada para miomatose sintomática em pacientes com prole constituída, falha de tratamentos conservadores, miomas de grande volume, anemia significativa ou quando há suspeita de malignidade.

Quais são as opções de tratamento conservador para miomatose?

As opções conservadoras incluem medicamentos (anti-inflamatórios, anticoncepcionais hormonais, análogos de GnRH), DIU com levonorgestrel, miomectomia (laparoscópica, histeroscópica ou laparotômica) e embolização de artérias uterinas.

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