UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2024
Mulher, 45 anos de idade, 2 partos vaginais, refere menstruações com duração de 20 dias, com saída de coágulos na maior parte dos dias. Refere cólica menstrual forte que necessita ser medicada com antiinflamatórios há 3 meses. Realizou uma ultrassonografia endovaginal: útero com volume 250 ml com 3 nódulos uterinos intramurais, o maior medindo 40 mm e 1 nódulo em colo uterino medindo 14 mm, espessura endometrial: 10 mm, ovários sem alterações. Qual é a conduta mais adequada?
Mulher 45a, miomas volumosos (útero 250ml), sangramento e dor refratários → Histerectomia vaginal é conduta definitiva.
A paciente apresenta miomatose uterina sintomática, com sangramento uterino anormal (menorragia) e dismenorreia refratária, além de útero volumoso e múltiplos miomas. Aos 45 anos, com prole completa e sintomas graves, a histerectomia vaginal é uma opção definitiva e menos invasiva que a abdominal, oferecendo resolução completa dos sintomas.
A miomatose uterina é a neoplasia benigna mais comum do trato genital feminino, afetando uma parcela significativa de mulheres em idade reprodutiva. Caracteriza-se pelo crescimento de tumores benignos no miométrio, que podem causar uma variedade de sintomas, incluindo sangramento uterino anormal (menorragia), dismenorreia, dor pélvica crônica e sintomas compressivos em órgãos adjacentes. O diagnóstico é frequentemente realizado por ultrassonografia transvaginal. O tratamento da miomatose uterina varia conforme a idade da paciente, desejo de gestação, tamanho e localização dos miomas, e gravidade dos sintomas. Opções incluem tratamento clínico (hormonal, anti-inflamatórios), embolização de artérias uterinas, miomectomia (para preservação uterina e fertilidade) e histerectomia. A histerectomia é o tratamento definitivo e é considerada em casos de sintomas graves e refratários, útero muito volumoso ou prole completa. No caso apresentado, a paciente de 45 anos com prole completa, útero volumoso e sintomas intensos e refratários, a histerectomia vaginal surge como a conduta mais adequada. Esta abordagem oferece a resolução completa dos sintomas com menor morbidade cirúrgica em comparação com a via abdominal, sendo uma excelente opção para mulheres que não desejam mais gestar e buscam alívio duradouro dos sintomas.
A histerectomia é indicada para miomatose uterina quando há sintomas graves e refratários ao tratamento clínico (sangramento uterino anormal, dor pélvica, sintomas compressivos), útero volumoso, crescimento rápido dos miomas ou suspeita de malignidade, especialmente em mulheres com prole completa.
A histerectomia vaginal é menos invasiva que a abdominal, resultando em menor dor pós-operatória, menor tempo de internação, recuperação mais rápida e ausência de cicatriz abdominal. É preferível quando o útero não é excessivamente grande e não há outras contraindicações.
A miomectomia é a opção preferencial para mulheres que desejam preservar a fertilidade ou o útero. Ela remove apenas os miomas, mantendo o útero, mas pode ter risco de recorrência e não resolver completamente os sintomas em casos de miomas múltiplos ou difusos.
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