UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2019
Paciente M.A.G., 51 anos, procura ambulatório de ginecologia referindo sangramento uterino anormal com início há seis meses, com piora do quadro no último mês. Atualmente refere fraqueza e palpitações. Ao exame físico, apresenta: PA de 100 x 60 mmHg, hipocorada +++/4+, massa palpável 4 cm acima da sínfise púbica. Ao exame especular, apresenta colo uterino normal e, ao toque bimanual, aumento de volume uterino. Qual o melhor diagnóstico para o caso?
Mulher perimenopausa/pós-menopausa com SUA + útero aumentado + anemia → Miomatose uterina (leiomioma).
Paciente perimenopausa com sangramento uterino anormal, aumento de volume uterino e sintomas de anemia (fraqueza, palpitações) sugere fortemente miomatose uterina. Miomas são tumores benignos que podem causar sangramento excessivo e compressão de órgãos adjacentes.
A miomatose uterina, ou leiomioma, é o tumor benigno mais comum do trato genital feminino, afetando cerca de 70-80% das mulheres em idade reprodutiva. Embora benignos, os miomas podem causar morbidade significativa, incluindo sangramento uterino anormal (SUA), dor pélvica, infertilidade e sintomas compressivos. A prevalência aumenta com a idade, sendo comum na perimenopausa. Clinicamente, a paciente apresenta sangramento uterino anormal, massa palpável acima da sínfise púbica (sugerindo útero aumentado) e sintomas de anemia (fraqueza, palpitações), todos achados clássicos de miomatose uterina. A idade de 51 anos, na perimenopausa, é um período de alta incidência de miomas sintomáticos. O diagnóstico diferencial inclui adenomiose, pólipos endometriais e hiperplasia endometrial, mas a presença de uma massa palpável e aumento de volume uterino favorecem miomas. O manejo da miomatose depende dos sintomas, tamanho e localização dos miomas, e do desejo reprodutivo da paciente. As opções variam de tratamento expectante, medicamentoso (hormonal, anti-inflamatórios), até procedimentos cirúrgicos como miomectomia (preservando o útero) ou histerectomia (remoção do útero). Residentes devem estar aptos a identificar os sintomas, realizar o diagnóstico diferencial e propor as opções terapêuticas adequadas, considerando o impacto na qualidade de vida da paciente.
Os sintomas mais comuns incluem sangramento uterino anormal (menorragia, metrorragia), dor pélvica, sensação de peso ou pressão, e sintomas compressivos em bexiga ou reto.
O sangramento uterino anormal e excessivo causado pelos miomas pode levar à anemia ferropriva, que se manifesta com fraqueza, fadiga e palpitações.
Ao exame físico, pode-se palpar um útero aumentado de volume, irregular e com massas palpáveis, o que sugere a presença de miomas.
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