PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2025
Mulher, 42 anos de idade, com história de ciclos menstruais regulares até o momento, apresenta um quadro de sangramento uterino anormal (SUA) iniciado há, aproximadamente, 3 meses. Relata episódios de sangramento menstrual intenso, com duração superior a 10 dias e necessidade de trocas frequentes de absorventes. Além disso, tem notado aumento da frequência urinária e sensação de peso na pelve. Ao exame físico, observa-se um útero aumentado de volume (fundo próximo da cicatriz umbilical), com consistência normal à palpação. O exame especular revela sangramento ativo de baixo fluxo. O exame de ultrassonografia transvaginal mostra um útero de tamanho aumentado, com lesões arredondadas e hipoecoicas intramurais. O endométrio tem espessura de 10,0mm, sem sinais evidentes de lesão focal.Considerando os achados clínicos e de imagem, indique o diagnóstico mais provável para essa paciente:
Mulher 42a, SUA, útero aumentado, peso pélvico, lesões hipoecoicas intramurais → miomatose uterina.
A miomatose uterina é a causa mais comum de sangramento uterino anormal em mulheres na perimenopausa. Os sintomas como sangramento intenso, aumento da frequência urinária e sensação de peso pélvico, associados a um útero aumentado e lesões hipoecoicas intramurais na ultrassonografia, são altamente sugestivos de miomas.
A miomatose uterina, ou leiomioma, é o tumor benigno mais comum do trato genital feminino, afetando uma parcela significativa de mulheres em idade reprodutiva e perimenopausa. É uma das principais causas de sangramento uterino anormal (SUA), que se manifesta como sangramento menstrual intenso (menorragia), prolongado ou irregular. Os sintomas da miomatose variam conforme o tamanho, número e localização dos miomas. Além do SUA, as pacientes podem apresentar sintomas compressivos, como aumento da frequência urinária (compressão da bexiga), constipação (compressão retal) e sensação de peso ou pressão pélvica. O exame físico pode revelar um útero aumentado e irregular. O diagnóstico é primariamente clínico e confirmado por exames de imagem, sendo a ultrassonografia transvaginal o método de escolha. Ela permite visualizar as lesões hipoecoicas intramurais e avaliar a espessura endometrial. É fundamental diferenciar a miomatose de outras causas de SUA, como hiperplasia ou câncer endometrial, especialmente em pacientes com fatores de risco ou achados atípicos no endométrio.
Os sintomas mais comuns incluem sangramento uterino anormal (menorragia, metrorragia), dor pélvica, sensação de peso ou pressão na pelve, aumento da frequência urinária e constipação, dependendo do tamanho e localização dos miomas.
A ultrassonografia transvaginal é o principal método de imagem para diagnosticar miomas, revelando lesões arredondadas, hipoecoicas ou heterogêneas no miométrio, além de avaliar o tamanho e a localização do útero e dos miomas.
A avaliação do endométrio é crucial para excluir outras causas de SUA, como hiperplasia endometrial ou câncer endometrial, especialmente em mulheres na perimenopausa. A espessura endometrial e a presença de lesões focais são importantes indicadores.
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