AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2025
Maria, uma mulher de 38 anos, apresenta-se ao ambulatórlo quelxando-se de sangramento uterino anormal. Ela relata que nos últimos meses suas menstruações tornaram-se mais intensas e duram cerca de 10 dias, acompanhadas de coágulos. Além disso Maria menciona dor pélvica constante e sensação de pressão abdominal, especialmente durante a relação sexual. Ao exame físico nota-se um aumento do volume abdominal e dor à palpação na região pélvica. Trouxe ułtrassonografia transvaginal realizada em outro serviço, apresentando sinais de lesões hiperecogênicas e contornos irregułares em miométrio, com útero volumoso. A principal hipótese diagnóstica é
Miomatose = Sangramento uterino anormal + Dor pélvica/pressão + Útero volumoso com lesões miometriais na USG.
A miomatose uterina (leiomiomas) é a principal hipótese diagnóstica para mulheres com sangramento uterino anormal (menorragia), dor pélvica, sensação de pressão e útero volumoso, especialmente quando a ultrassonografia revela lesões hiperecogênicas no miométrio.
A miomatose uterina, ou leiomioma, é o tumor benigno mais comum do trato genital feminino, afetando até 70% das mulheres em idade reprodutiva. Embora muitos sejam assintomáticos, os miomas podem causar sangramento uterino anormal (menorragia), dor pélvica, sensação de pressão abdominal, dismenorreia e dispareunia, impactando significativamente a qualidade de vida e a fertilidade. A fisiopatologia envolve o crescimento de células musculares lisas do miométrio, influenciado por estrogênio e progesterona. O diagnóstico é fortemente sugerido pela história clínica e exame físico (útero aumentado, irregular), e confirmado pela ultrassonografia transvaginal, que revela lesões hipo ou hiperecogênicas no miométrio, com contornos irregulares e útero volumoso. A ressonância magnética pode ser útil para mapeamento pré-cirúrgico. O manejo da miomatose é individualizado, considerando a idade da paciente, desejo de fertilidade, tamanho e localização dos miomas, e gravidade dos sintomas. As opções variam desde o acompanhamento expectante, tratamento medicamentoso (anti-inflamatórios, contraceptivos hormonais, análogos de GnRH) até intervenções cirúrgicas como miomectomia (preserva o útero) ou histerectomia (tratamento definitivo), e procedimentos minimamente invasivos como a embolização de artérias uterinas.
Os miomas podem ser submucosos (causam mais sangramento), intramurais (útero volumoso, dor) ou subserosos (pressão, dor). Os sintomas variam conforme o tipo e tamanho, incluindo sangramento anormal, dor pélvica, pressão e infertilidade.
O diagnóstico é feito principalmente por ultrassonografia transvaginal, que identifica os miomas no miométrio. Outros exames como ressonância magnética pélvica ou histeroscopia podem ser usados para melhor caracterização.
O tratamento pode ser clínico (anti-inflamatórios, contraceptivos hormonais, análogos de GnRH) ou cirúrgico (miomectomia para preservar a fertilidade, histerectomia para casos definitivos), além de procedimentos minimamente invasivos como embolização de artérias uterinas.
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