Miomatose e Câncer de Mama RH+: Opções Terapêuticas

UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2025

Enunciado

Mulher, 39a, secundigesta com dois partos vaginais anteriores, queixa-se de sangramento abundante com saída de coágulos há quatro meses, com duração de nove dias e dismenorreia. Antecedentes pessoais: câncer de mama com receptor hormonal positivo, tratada com mastectomia, quimioterapia e radioterapia. Método contraceptivo: laqueadura. Ultrassonografia: útero com volume de 324,32cm³, miométrio de textura heterogênea com múltiplas imagens nodulares de localização intramural e imagem submucosa corporal posterior medindo 1,78x1,40cm. Ovários de aspecto ecográfico normal.A OPÇÃO TERAPÊUTICA MAIS ADEQUADA É:

Alternativas

Pérola Clínica

Miomatose/adenomiose + câncer de mama RH+ → Evitar terapia hormonal; considerar histerectomia ou embolização.

Resumo-Chave

Paciente com miomatose e adenomiose, sangramento uterino anormal e histórico de câncer de mama receptor hormonal positivo, exige cautela na escolha terapêutica. Terapias hormonais (como agonistas GnRH ou progestágenos) são contraindicadas devido ao risco de recorrência ou estímulo tumoral. Opções como histerectomia ou embolização de artérias uterinas são preferíveis.

Contexto Educacional

A paciente apresenta um quadro de sangramento uterino anormal e dismenorreia, com ultrassonografia sugestiva de miomatose uterina (múltiplas imagens nodulares intramurais e submucosa) e possivelmente adenomiose (miométrio heterogêneo, útero volumoso). O desafio terapêutico reside no seu histórico de câncer de mama com receptor hormonal positivo. Nesse cenário, qualquer terapia que envolva hormônios (como progestágenos, agonistas de GnRH, ou moduladores seletivos de receptores de estrogênio) deve ser evitada ou usada com extrema cautela, devido ao risco de estimular a recorrência ou o crescimento de células tumorais residuais. A laqueadura prévia elimina a necessidade de contracepção, focando o tratamento nos sintomas. As opções terapêuticas mais adequadas seriam as não hormonais ou cirúrgicas. A histerectomia é uma solução definitiva para os sintomas e para a patologia uterina. A embolização de artérias uterinas (EAU) é uma alternativa minimamente invasiva que preserva o útero, mas sua segurança a longo prazo em pacientes com câncer de mama RH+ deve ser discutida individualmente. A miomectomia pode ser considerada se houver desejo de preservação uterina e os miomas forem passíveis de remoção cirúrgica.

Perguntas Frequentes

Por que terapias hormonais são contraindicadas para miomas em pacientes com câncer de mama RH+?

Terapias hormonais, como agonistas de GnRH ou progestágenos, são contraindicadas porque podem estimular o crescimento de células tumorais residuais ou a recorrência do câncer de mama, que é receptor hormonal positivo.

Quais são as opções terapêuticas para miomatose uterina em pacientes com histórico de câncer de mama RH+?

As opções incluem histerectomia (remoção do útero), embolização de artérias uterinas (EAU) e, em casos selecionados, miomectomia. A escolha depende da idade da paciente, desejo de preservar o útero e gravidade dos sintomas.

Como o histórico de câncer de mama receptor hormonal positivo influencia o manejo do sangramento uterino anormal?

O histórico de câncer de mama RH+ limita o uso de terapias hormonais para o sangramento uterino anormal, direcionando a conduta para abordagens não hormonais ou cirúrgicas, visando controlar os sintomas sem risco oncológico.

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