FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2023
Segundo o Ministério de Saúde, leiomiomas uterinos são responsáveis por 300 mil histerectomias por ano no Brasil. Nos Estados Unidos, a prevalência de miomatose uterina em mulheres até 50 anos é de 70%. De acordo com a Febrasgo, a estimativa é similar no Brasil, apesar da falta de estudos recentes em nosso país. (PORTAL PEBMED, 2021). Na abordagem da mulher com miomatose uterina:
Mioma submucoso → maior risco de menorragia e hipermenorreia.
A miomatose uterina é uma condição comum, e o sangramento uterino anormal é um dos sintomas mais prevalentes. Miomas submucosos, mesmo pequenos, têm maior probabilidade de causar menorragia (menstruação abundante) e hipermenorreia (sangramento prolongado e excessivo) devido à sua localização que afeta diretamente o endométrio.
A miomatose uterina, ou leiomiomas uterinos, são tumores benignos do miométrio, extremamente comuns em mulheres em idade reprodutiva. Representam uma das principais causas de histerectomia e são um tema de grande relevância na ginecologia, frequentemente abordado em provas de residência médica. O sangramento uterino anormal é o sintoma mais comum da miomatose, caracterizado por menorragia (menstruação abundante) e hipermenorreia (sangramento menstrual prolongado). A localização do mioma é um fator determinante para o tipo e grau de sangramento, sendo os miomas submucosos os que mais frequentemente causam menorragia devido à sua proximidade com o endométrio. O diagnóstico é feito principalmente pela ultrassonografia transvaginal. O tratamento varia desde a observação, passando por terapias medicamentosas (como análogos de GnRH para reduzir o tamanho dos miomas temporariamente), até procedimentos cirúrgicos (miomectomia para preservação da fertilidade ou histerectomia para tratamento definitivo) e embolização da artéria uterina. A escolha depende da idade da paciente, desejo de gestação e gravidade dos sintomas.
Os principais tipos são submucosos (dentro da cavidade uterina), intramurais (na parede muscular) e subserosos (na superfície externa). Miomas submucosos são mais associados a sangramento, enquanto os intramurais e subserosos podem causar dor e sintomas compressivos.
A ultrassonografia transvaginal é o exame de imagem de rastreamento de primeira linha para miomatose uterina, permitindo identificar a presença, tamanho e localização dos miomas com boa sensibilidade.
As opções incluem tratamento clínico (análogos de GnRH, DIU hormonal), procedimentos minimamente invasivos (embolização da artéria uterina, miomectomia histeroscópica) e cirurgia (miomectomia ou histerectomia).
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