Miomatose Uterina: Sangramento Anormal e Miomas Submucosos

FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2023

Enunciado

Segundo o Ministério de Saúde, leiomiomas uterinos são responsáveis por 300 mil histerectomias por ano no Brasil. Nos Estados Unidos, a prevalência de miomatose uterina em mulheres até 50 anos é de 70%. De acordo com a Febrasgo, a estimativa é similar no Brasil, apesar da falta de estudos recentes em nosso país. (PORTAL PEBMED, 2021). Na abordagem da mulher com miomatose uterina:

Alternativas

  1. A) A disfunção reprodutiva tem sido relatada por alteração da ovulação, obstrução tubária e anomalias na implantação placentária.
  2. B) O sangramento uterino da miomatose é caracterizado por menorragia (menstruação abundante) e hipermenorreia (sangramento menstrual prolongado e excessivo). A presença e o grau de sangramento são definidos pela localização do mioma e, secundariamente, por seu tamanho, sendo que os submucosos apresentam mais frequentemente menorragia.
  3. C) A US transvaginal associada, se necessário, à via abdominal, é o exame de imagem de rastreamento da miomatose uterina, sendo a Ressonância Nuclear Magnética o padrão ouro para diagnóstico, demonstrando alta sensibilidade (95% a 100%).
  4. D) A técnica de embolização da artéria uterina (EAU) promove o controle do fluxo sanguíneo miometrial, as manifestações clínicas, e é o tratamento de eleição para preservar a fertilidade.
  5. E) Os análogos do GnRH, neuropeptídeos que regulam a função hipofisária nas mulheres são considerados o principal tratamento clínico dos miomas em mulheres sem prole constituída, evitando tratamento cirúrgico complementar.

Pérola Clínica

Mioma submucoso → maior risco de menorragia e hipermenorreia.

Resumo-Chave

A miomatose uterina é uma condição comum, e o sangramento uterino anormal é um dos sintomas mais prevalentes. Miomas submucosos, mesmo pequenos, têm maior probabilidade de causar menorragia (menstruação abundante) e hipermenorreia (sangramento prolongado e excessivo) devido à sua localização que afeta diretamente o endométrio.

Contexto Educacional

A miomatose uterina, ou leiomiomas uterinos, são tumores benignos do miométrio, extremamente comuns em mulheres em idade reprodutiva. Representam uma das principais causas de histerectomia e são um tema de grande relevância na ginecologia, frequentemente abordado em provas de residência médica. O sangramento uterino anormal é o sintoma mais comum da miomatose, caracterizado por menorragia (menstruação abundante) e hipermenorreia (sangramento menstrual prolongado). A localização do mioma é um fator determinante para o tipo e grau de sangramento, sendo os miomas submucosos os que mais frequentemente causam menorragia devido à sua proximidade com o endométrio. O diagnóstico é feito principalmente pela ultrassonografia transvaginal. O tratamento varia desde a observação, passando por terapias medicamentosas (como análogos de GnRH para reduzir o tamanho dos miomas temporariamente), até procedimentos cirúrgicos (miomectomia para preservação da fertilidade ou histerectomia para tratamento definitivo) e embolização da artéria uterina. A escolha depende da idade da paciente, desejo de gestação e gravidade dos sintomas.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais tipos de miomas uterinos e como eles se relacionam com os sintomas?

Os principais tipos são submucosos (dentro da cavidade uterina), intramurais (na parede muscular) e subserosos (na superfície externa). Miomas submucosos são mais associados a sangramento, enquanto os intramurais e subserosos podem causar dor e sintomas compressivos.

Qual o papel da ultrassonografia transvaginal no diagnóstico da miomatose uterina?

A ultrassonografia transvaginal é o exame de imagem de rastreamento de primeira linha para miomatose uterina, permitindo identificar a presença, tamanho e localização dos miomas com boa sensibilidade.

Quais são as opções de tratamento para miomatose uterina que causa sangramento intenso?

As opções incluem tratamento clínico (análogos de GnRH, DIU hormonal), procedimentos minimamente invasivos (embolização da artéria uterina, miomectomia histeroscópica) e cirurgia (miomectomia ou histerectomia).

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