FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2023
A miomatose uterina é um achado comum em exames ultrassonográficos, estando presente em cerca de 50% das mulheres. São fatores de proteção para essa patologia, EXCETO:
Obesidade é fator de risco para mioma; multiparidade, tabagismo e ACO são fatores de proteção.
A miomatose uterina é uma patologia comum e multifatorial. É crucial distinguir entre fatores de risco e fatores de proteção para um manejo clínico e aconselhamento adequados, especialmente em questões de prova que pedem exceções.
A miomatose uterina, ou leiomioma, é o tumor benigno mais comum do trato genital feminino, afetando uma parcela significativa das mulheres em idade reprodutiva. Sua etiologia é multifatorial, envolvendo fatores genéticos, hormonais e ambientais. Compreender os fatores de risco e proteção é essencial para o aconselhamento de pacientes e para a prevenção, embora nem sempre seja possível modificar todos os fatores. Entre os fatores de risco bem estabelecidos, destacam-se a obesidade, que aumenta os níveis de estrogênio circulante, e a nuliparidade, que implica em maior tempo de exposição estrogênica. Outros fatores incluem a raça negra, história familiar e menarca precoce. Por outro lado, existem fatores que conferem proteção contra o desenvolvimento de miomas. A multiparidade, por exemplo, está associada a uma redução do risco, possivelmente devido às alterações hormonais e à remodelação uterina que ocorrem durante a gravidez e o puerpério. O uso de anticoncepcionais orais combinados também é considerado um fator protetor, pois suprime a ovulação e estabiliza os níveis hormonais. O tabagismo, embora prejudicial à saúde em geral, tem sido associado a um menor risco de miomas, possivelmente por seus efeitos antiestrogênicos, mas essa relação é complexa e não justifica o tabagismo como medida preventiva. Para residentes, é crucial dominar esses conceitos para a prática clínica e para as questões de prova, que frequentemente exploram as exceções e as nuances dos fatores de risco e proteção.
Os principais fatores de risco para miomatose uterina incluem idade (mulheres na perimenopausa), raça (maior prevalência em mulheres negras), nuliparidade, menarca precoce, obesidade e história familiar. A exposição prolongada a estrogênio é um fator chave.
A obesidade é um fator de risco para miomas uterinos porque o tecido adiposo é um local de conversão de androgênios em estrogênios. O aumento dos níveis de estrogênio circulante estimula o crescimento dos miomas, que são tumores estrogênio-dependentes.
Fatores de proteção incluem multiparidade (ter múltiplos filhos), uso de anticoncepcionais orais combinados (ACOs) e, de forma mais controversa, o tabagismo. A multiparidade pode estar associada a períodos de amenorreia e alterações hormonais que inibem o crescimento miomatoso.
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