HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2020
Paciente de 43 anos com sangramento menstrual excessivo e dor pélvica. Exame especular sem alterações e exame de toque com aumento de volume uterino. A hipótese mais provável é de:
Mulher 40-50a + menorragia + dor pélvica + útero aumentado = Miomatose uterina.
Miomatose uterina é uma condição comum em mulheres na perimenopausa, caracterizada por sangramento menstrual excessivo (menorragia), dor pélvica e aumento do volume uterino ao toque. A ausência de alterações no exame especular afasta causas cervicais.
A miomatose uterina, ou leiomioma uterino, é o tumor benigno mais comum do trato genital feminino, afetando cerca de 20-40% das mulheres em idade reprodutiva, com maior incidência na perimenopausa. É caracterizada pelo crescimento de massas musculares lisas no útero, que podem ser submucosas, intramurais ou subserosas. A etiologia exata é desconhecida, mas fatores genéticos e hormonais (estrogênio e progesterona) desempenham um papel importante. Os sintomas dependem do tamanho, número e localização dos miomas. Os mais frequentes incluem sangramento uterino anormal (menorragia, metrorragia), dor pélvica crônica, dismenorreia, sintomas compressivos (polaciúria, constipação) e, em alguns casos, infertilidade. O exame físico revela um útero aumentado, irregular e endurecido. O diagnóstico é confirmado por ultrassonografia pélvica, que é um método acessível e eficaz. O tratamento é individualizado e depende da sintomatologia, idade da paciente, desejo de gestação e tamanho dos miomas. As opções variam desde o manejo expectante e tratamento medicamentoso para controle dos sintomas (anti-inflamatórios, contraceptivos hormonais, análogos de GnRH) até procedimentos minimamente invasivos (embolização de artérias uterinas) ou cirúrgicos (miomectomia para preservar o útero ou histerectomia para tratamento definitivo).
Os sintomas mais comuns incluem sangramento menstrual excessivo (menorragia), dor pélvica, pressão abdominal, aumento da frequência urinária e, em casos mais graves, anemia.
O diagnóstico é baseado na história clínica, exame físico (útero aumentado, irregular) e confirmado por exames de imagem como ultrassonografia pélvica, que pode identificar e caracterizar os miomas.
O tratamento varia de acordo com os sintomas, tamanho e localização dos miomas, e desejo de gestação. Pode incluir manejo expectante, medicamentos para controle dos sintomas (anti-inflamatórios, progestágenos), embolização de artérias uterinas ou cirurgia (miomectomia ou histerectomia).
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