Miomas Uterinos: Escolha da Via Cirúrgica Ideal

HEETSHL - Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena (PB) — Prova 2020

Enunciado

Com relação aos Miomas Uterinos: I - Podem surgir como massas complexas com áreas de conteúdo líquido, sólido e calcificações (degenerações), sendo o tipo mais comum a degeneração cística. II - O risco de malignidade, isto é, a prevalência de leiomiossarcomas em peças de histerectomia ou miomectomia situa-se entre os 5% e 10%. III - Considerando os resultados operatórios semelhantes ou significativamente melhores a histerectomia vaginal deve ser preferida em relação à histerectomia abdominal, sempre que possível. Quando a via vaginal não é possível a histerectomia laparoscópica deve ser considerada em alternativa à histerectomia abdominal. IV - Na perimenopausa e após a menopausa, pelo risco de malignidade destes tumores nesta faixa etária, a recomendação é tratar cirurgicamente os miomas, providenciando a informação sobre as diversas técnicas possíveis, respeitando a opinião da doente. V - Miomas, mesmo assintomáticos, afetam as taxas de implantação e gravidez nos tratamentos de fertilização in vitro (FIV). Assim sendo, o tratamento cirúrgico dos miomas subserosos assintomáticos (miomectomia laparoscópica ou por laparotomia) prévio a tratamentos por técnicas de Procriação Medicamente Assistida está recomendado. Assinale a resposta CORRETA:

Alternativas

  1. A) Apenas as alternativas I, II, IV e V estão corretas.
  2. B) Apenas as alternativas IV e V estão corretas.
  3. C) Apenas a alternativa V está correta.
  4. D) Apenas a alternativa I está correta.
  5. E) Apenas a alternativa III está correta.

Pérola Clínica

Histerectomia vaginal/laparoscópica preferível à abdominal para miomas, quando possível, devido à menor morbidade.

Resumo-Chave

A escolha da via cirúrgica para histerectomia ou miomectomia é crucial para a recuperação da paciente. As abordagens minimamente invasivas (vaginal e laparoscópica) são preferíveis à laparotomia devido a menor dor pós-operatória, menor tempo de internação e recuperação mais rápida, sempre que as condições clínicas e o tamanho do útero permitirem.

Contexto Educacional

Miomas uterinos, ou leiomiomas, são os tumores benignos mais comuns do trato genital feminino, afetando cerca de 70-80% das mulheres até os 50 anos. Embora a maioria seja assintomática, podem causar sangramento uterino anormal, dor pélvica e sintomas compressivos. A escolha do tratamento depende da idade da paciente, desejo de gestação, tamanho e localização dos miomas, e gravidade dos sintomas. O diagnóstico é primariamente clínico e ultrassonográfico. A fisiopatologia envolve fatores genéticos, hormonais (estrogênio e progesterona) e de crescimento. É crucial diferenciar miomas de outras massas pélvicas e, em casos raros, de leiomiossarcoma, especialmente em mulheres na pós-menopausa com crescimento rápido do tumor. A degeneração hialina é a mais comum, não a cística. O tratamento pode ser expectante, medicamentoso (agonistas de GnRH, moduladores seletivos de receptores de progesterona) ou cirúrgico. A histerectomia (remoção do útero) ou miomectomia (remoção apenas do mioma) são as opções cirúrgicas. As diretrizes atuais favorecem abordagens minimamente invasivas, como a histerectomia vaginal ou laparoscópica, em detrimento da abdominal, sempre que possível, devido à menor morbidade, tempo de recuperação e dor pós-operatória. Miomas subserosos assintomáticos geralmente não impactam a fertilidade, ao contrário dos submucosos ou intramurais que distorcem a cavidade. O risco de malignidade é extremamente baixo (0,1-0,8%).

Perguntas Frequentes

Quais são as vantagens da histerectomia vaginal ou laparoscópica sobre a abdominal?

As vias vaginal e laparoscópica oferecem menor dor pós-operatória, menor tempo de internação, recuperação mais rápida e menor risco de complicações em comparação com a histerectomia abdominal.

Miomas uterinos na menopausa sempre precisam de cirurgia?

Não. Miomas tendem a regredir na menopausa devido à diminuição hormonal. A cirurgia é indicada apenas se forem sintomáticos, apresentarem crescimento rápido ou houver suspeita de malignidade.

Miomas subserosos assintomáticos afetam a fertilidade?

Geralmente não. Miomas subserosos, especialmente se assintomáticos e sem distorção da cavidade uterina, não costumam afetar as taxas de implantação e gravidez em tratamentos de fertilização in vitro. Os miomas submucosos e intramurais que distorcem a cavidade são os que mais impactam.

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