Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2023
Os miomas do útero são doenças que acometem, com frequência, a mulher, sendo que, na literatura, varia a prevalência de 8 a 80%, dependendo dos critérios e dos meios diagnósticos. Em relação a essa doença, é correto afirmar que
Miomas: indicação cirúrgica guiada por sintomas (sangramento, anemia, compressão), não apenas volume.
A decisão terapêutica para miomas uterinos é individualizada e baseada principalmente na presença e gravidade dos sintomas, como sangramento uterino anormal que leva à anemia, dor pélvica ou sintomas compressivos, e não apenas no tamanho do mioma.
Miomas uterinos, ou leiomiomas, são tumores benignos do músculo liso do útero, extremamente comuns em mulheres em idade reprodutiva. Sua prevalência varia amplamente, mas muitos são assintomáticos. A decisão de intervir, seja clinicamente ou cirurgicamente, é guiada principalmente pela presença e intensidade dos sintomas, e não apenas pelo tamanho ou número de miomas. Sintomas como sangramento uterino anormal (menorragia), que pode levar à anemia ferropriva, dor pélvica e sintomas compressivos (urinários ou intestinais) são as principais indicações para tratamento. O manejo dos miomas é individualizado, considerando a idade da paciente, desejo de gestação, tamanho e localização dos miomas, e a gravidade dos sintomas. As opções terapêuticas incluem tratamento clínico (hormonal, anti-inflamatórios), procedimentos minimamente invasivos (embolização da artéria uterina, ablação por radiofrequência) e cirurgia (miomectomia para preservação uterina ou histerectomia para remoção total do útero). A histerectomia é geralmente reservada para mulheres que não desejam mais gestar ou em casos de sintomas refratários e miomas muito grandes. Para residentes, é crucial entender que a escolha da terapia cirúrgica não é ditada unicamente pelo volume do mioma, mas sim pela sua associação com sintomas clinicamente relevantes, como a anemia por sangramentos excessivos. A embolização da artéria uterina é uma alternativa viável para muitas mulheres no menacme que desejam evitar a cirurgia e preservar o útero, desde que não haja contraindicações. O conhecimento dessas nuances permite uma abordagem mais personalizada e eficaz no cuidado das pacientes com miomas uterinos.
Os sintomas mais comuns incluem sangramento uterino anormal (menorragia, metrorragia), que pode levar à anemia, dor pélvica crônica, dismenorreia e sintomas compressivos como polaciúria, constipação ou dor lombar, dependendo do tamanho e localização dos miomas.
A terapia cirúrgica é indicada quando os sintomas são intensos e refratários ao tratamento clínico, como sangramento excessivo que causa anemia, dor pélvica incapacitante, sintomas compressivos significativos ou em casos de infertilidade onde o mioma é a causa provável. O volume do mioma é um fator, mas sempre em conjunto com a sintomatologia.
Sim, a embolização da artéria uterina é uma opção minimamente invasiva para o tratamento de miomas, especialmente para mulheres que desejam preservar o útero. As contraindicações incluem gravidez, infecção pélvica ativa, malignidade uterina suspeita, doença renal grave e desejo de gestação futura (embora não seja uma contraindicação absoluta, deve ser discutida).
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