IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2021
Sobre o risco de aparecimento dos miomas uterinos é correto afirmar, exceto:
ACOs combinados não aumentam risco de miomas; tabagismo e multíparas ↓ risco, obesidade e TH ↑ risco.
O uso de anticoncepcionais orais combinados não aumenta o risco de miomas uterinos, e alguns estudos sugerem um efeito protetor. Fatores como obesidade e terapia hormonal do climatério aumentam o risco, enquanto tabagismo e multiparidade o diminuem.
Miomas uterinos, também conhecidos como leiomiomas, são os tumores benignos mais comuns do trato genital feminino, afetando uma parcela significativa de mulheres em idade reprodutiva. Sua etiologia é complexa e multifatorial, envolvendo fatores genéticos, hormonais e ambientais. A compreensão dos fatores de risco e proteção é crucial para o aconselhamento e manejo clínico. Fatores como idade (maior incidência entre 30 e 50 anos), raça negra, obesidade e nuliparidade estão associados a um risco aumentado de miomas. Por outro lado, a multiparidade e o tabagismo são considerados fatores protetores. É importante notar que, ao contrário de uma crença comum, o uso de anticoncepcionais orais combinados não aumenta o risco de miomas e pode até ter um efeito protetor. A terapia hormonal do climatério, no entanto, pode estimular o crescimento de miomas preexistentes ou o reaparecimento. O manejo dos miomas depende dos sintomas, tamanho, localização e desejo reprodutivo da paciente. As opções variam desde a observação expectante para casos assintomáticos até tratamentos medicamentosos (como análogos de GnRH) e cirúrgicos (miomectomia ou histerectomia). O conhecimento desses fatores de risco auxilia na estratificação e na escolha da melhor abordagem terapêutica.
Os principais fatores de risco incluem idade (mulheres em idade reprodutiva), raça negra, obesidade, nuliparidade e histórico familiar.
Não, o uso de anticoncepcionais orais combinados não aumenta o risco de miomas uterinos; alguns estudos até sugerem um efeito protetor devido à supressão ovariana.
A multiparidade é considerada um fator protetor contra o desenvolvimento de miomas uterinos, enquanto a nuliparidade está associada a um risco aumentado.
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