ENARE/ENAMED — Prova 2021
Paciente de 33 anos, nuligesta, relata, durante a consulta de rotina ginecológica, ciclos menstruais regulares, fluxo dentro do padrão normal, sem queixas álgicas. Apresenta um ultrassom endovaginal com mioma uterino subseroso de 1 cm. A proposta terapêutica nesse caso clínico é
Mioma uterino assintomático, pequeno (<2-3 cm), sem desejo gestacional imediato = conduta expectante.
Miomas uterinos são tumores benignos muito comuns. Em pacientes jovens, nuligestas, com miomas pequenos (1 cm), subserosos (que geralmente não afetam a cavidade uterina) e completamente assintomáticos (sem dor, sangramento ou infertilidade), a conduta mais apropriada é a expectante. O tratamento só é indicado se houver sintomas ou crescimento significativo.
Miomas uterinos, também conhecidos como leiomiomas, são os tumores benignos mais comuns do trato genital feminino, afetando uma grande porcentagem de mulheres em idade reprodutiva. Eles são compostos por músculo liso e tecido conjuntivo e podem variar em tamanho, número e localização (submucosos, intramurais, subserosos). A apresentação clínica é altamente variável, desde completamente assintomática até sintomas graves que impactam a qualidade de vida. O diagnóstico de miomas é frequentemente incidental, realizado durante exames de imagem de rotina, como o ultrassom transvaginal. A decisão de tratar um mioma depende fundamentalmente da presença e gravidade dos sintomas, do tamanho e localização do mioma, da idade da paciente e de seus planos reprodutivos. Miomas subserosos, como o descrito na questão, tendem a ser menos sintomáticos, a menos que atinjam grandes dimensões e causem compressão de órgãos adjacentes. No caso de uma paciente jovem, nuligesta, com ciclos regulares, sem queixas álgicas e um mioma subseroso pequeno (1 cm), a conduta expectante é a mais apropriada. Não há indicação para tratamento hormonal, miomectomia ou histerectomia, pois o mioma é assintomático e não representa risco imediato. O acompanhamento clínico e ultrassonográfico periódico é suficiente para monitorar o crescimento e o surgimento de sintomas, reservando a intervenção para casos sintomáticos ou com crescimento significativo.
O tratamento para miomas uterinos é indicado principalmente quando causam sintomas como sangramento uterino anormal, dor pélvica, sintomas compressivos (urinários ou intestinais) ou infertilidade. O tamanho e a localização também influenciam a decisão.
Os miomas podem ser subserosos (na superfície externa do útero, geralmente assintomáticos), intramurais (na parede muscular, podem causar sangramento e dor) ou submucosos (na cavidade uterina, frequentemente associados a sangramento intenso e infertilidade).
O risco de degeneração maligna de um mioma (transformação em leiomiossarcoma) é extremamente baixo, estimado em cerca de 0,1% a 0,5%. O crescimento rápido, especialmente na pós-menopausa, pode levantar suspeitas, mas a maioria dos miomas é benigna.
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