IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020
Paciente multípara, sem queixas, comparece ao consultório ginecológico com achado ecográfico e mioma uterino, de localização subserosa, em fundo uterino, medindo 1 cm. O exame ginecológico confirma útero intrapélvico, de pequeno volume. Qual o procedimento mais adequado?
Mioma uterino subseroso de 1 cm, assintomático → conduta expectante.
Miomas uterinos pequenos e assintomáticos, especialmente os subserosos que raramente causam sintomas, geralmente não requerem intervenção cirúrgica. A conduta expectante com acompanhamento é a abordagem mais adequada, evitando procedimentos invasivos desnecessários.
Miomas uterinos são tumores benignos do miométrio, extremamente comuns em mulheres em idade reprodutiva. Sua prevalência aumenta com a idade, e muitos são assintomáticos, sendo achados incidentais em exames de imagem. A localização (submucoso, intramural, subseroso) e o tamanho são fatores cruciais na determinação dos sintomas e da conduta. Miomas subserosos, como o descrito na questão, tendem a ser menos sintomáticos, a menos que atinjam grandes volumes ou causem compressão de estruturas adjacentes. A importância clínica reside em diferenciar miomas que necessitam de intervenção daqueles que podem ser apenas observados, evitando morbidade desnecessária. A fisiopatologia dos miomas envolve fatores genéticos, hormonais (estrogênio e progesterona) e de crescimento. O diagnóstico é primariamente ecográfico, mas ressonância magnética pode ser útil para detalhamento. A suspeita clínica surge com sangramento uterino anormal, dor pélvica ou sintomas compressivos. No entanto, a maioria dos miomas pequenos e assintomáticos não requer tratamento ativo. A conduta expectante, com acompanhamento clínico e ecográfico periódico, é a estratégia mais sensata para miomas sem repercussão clínica, como o caso apresentado. O tratamento dos miomas varia desde a conduta expectante até opções medicamentosas (análogos de GnRH, moduladores seletivos de receptores de progesterona) e cirúrgicas (miomectomia, histerectomia, embolização de artérias uterinas). A escolha depende da sintomatologia, tamanho, localização, idade da paciente, desejo de gravidez e comorbidades. Para um mioma subseroso de 1 cm, assintomático, a conduta expectante é a mais apropriada, pois os riscos de uma intervenção cirúrgica superam os potenciais benefícios, e a probabilidade de progressão ou sintomatologia é baixa.
Miomas subserosos geralmente requerem tratamento cirúrgico apenas se forem sintomáticos, causando dor pélvica, sintomas compressivos em órgãos adjacentes ou se apresentarem crescimento rápido e suspeito. Miomas pequenos e assintomáticos são manejados com conduta expectante.
Os principais sintomas que indicam intervenção são sangramento uterino anormal (menorragia, metrorragia), dor pélvica crônica, sintomas compressivos (urinários, intestinais) e infertilidade, quando o mioma é a causa identificada.
A miomectomia é a remoção cirúrgica apenas do mioma, preservando o útero, sendo indicada para mulheres que desejam preservar a fertilidade. A histerectomia é a remoção total do útero e é uma opção para mulheres com prole completa ou que não desejam mais gestar, especialmente em casos de miomas múltiplos ou muito grandes.
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