UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2022
Paciente com 23 anos, solteira, estudante, nuligesta, com dor pélvica cíclica, fluxo menstrual aumentado com coágulos. Ao exame de imagem foi observado miomas de 2,0 cm (FIGO-6), 1,0 cm (FIGO 5) e 2,5 cm (FIGO 1). Qual tratamento é o mais adequado?
Mioma submucoso (FIGO 1) + sintomas + desejo de fertilidade → miomectomia histeroscópica.
Miomas submucosos (FIGO 0, 1, 2) são as principais causas de sangramento uterino anormal e dor. Em pacientes jovens, nuligestas e com desejo de preservar a fertilidade, a miomectomia histeroscópica é o tratamento de escolha para miomas submucosos, por ser minimamente invasiva e preservar o útero.
Miomas uterinos são tumores benignos do miométrio, extremamente comuns em mulheres em idade reprodutiva, e sua apresentação clínica varia amplamente. A classificação FIGO é fundamental para guiar o diagnóstico e a conduta, categorizando os miomas de acordo com sua localização em relação à parede uterina (submucosos, intramurais, subserosos). Para residentes, é vital dominar essa classificação e suas implicações. Os miomas submucosos (FIGO 0, 1 e 2) são os que mais frequentemente causam sintomas como sangramento uterino anormal (menorragia, metrorragia) e dor pélvica, impactando significativamente a qualidade de vida e a fertilidade. Em pacientes jovens, nuligestas e com desejo de gestar, a preservação da fertilidade é uma prioridade no plano terapêutico. Nesse cenário, a miomectomia histeroscópica surge como o tratamento mais adequado para miomas submucosos sintomáticos. Este procedimento minimamente invasivo permite a remoção do mioma através da via vaginal, preservando o útero e oferecendo excelentes resultados na melhora dos sintomas e na recuperação da fertilidade, sendo superior a abordagens mais radicais como a histerectomia ou menos específicas como a embolização para este tipo de mioma.
A classificação FIGO (Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia) é crucial para padronizar a descrição dos miomas uterinos com base em sua localização (submucoso, intramural, subseroso), auxiliando na escolha da via cirúrgica e no prognóstico.
A miomectomia histeroscópica é o tratamento de escolha para miomas submucosos sintomáticos porque permite a remoção do mioma através da via vaginal, sem incisões abdominais, com menor tempo de recuperação e preservação do útero e da fertilidade.
Os miomas submucosos são frequentemente associados a sangramento uterino anormal (menorragia, metrorragia), dor pélvica cíclica ou crônica, e podem causar infertilidade ou complicações na gravidez.
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