UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2022
Mulher, 24 anos de idade, refere ciclos menstruais irregulares, com fluxo intenso com coágulos há 1 ano, e aumento da frequência urinária. Exame físico: abdome com massa de superfície bocelada, palpável 3 cm acima da sínfise púbica; toque vaginal: útero móvel, aumentado de volume, com superfície bocelada e anexos livres; especular sem alterações. Ressonância magnética: útero com volume 300 cc, presença de 2 nódulos uterinos (FIGO 1 em parede posterior, de 2,0 cm e FIGO 2-5 em parede anterior de 6 cm). A mais adequada conduta é
Miomas sintomáticos com desejo de preservar útero/fertilidade → miomectomia (histeroscópica para FIGO 1, laparoscópica para FIGO 2-5).
A paciente apresenta miomas uterinos sintomáticos (sangramento intenso, aumento da frequência urinária) e, pela idade (24 anos), provavelmente deseja preservar o útero e a fertilidade. A miomectomia é a conduta mais adequada, sendo a via histeroscópica para miomas submucosos (FIGO 1) e laparoscópica para miomas intramurais/subserosos (FIGO 2-5).
Miomas uterinos, ou leiomiomas, são os tumores benignos mais comuns do trato genital feminino, afetando uma parcela significativa de mulheres em idade reprodutiva. Embora muitos sejam assintomáticos, podem causar sangramento uterino anormal (menorragia, metrorragia), dor pélvica crônica, sintomas compressivos (urinários, intestinais) e, em alguns casos, infertilidade. O diagnóstico é geralmente feito por ultrassonografia, mas a ressonância magnética oferece detalhes adicionais sobre localização e tamanho. A classificação FIGO é crucial para guiar a conduta, categorizando os miomas de acordo com sua relação com a parede uterina. Miomas submucosos (FIGO 0, 1, 2) protruem para a cavidade endometrial e são frequentemente associados a sangramento. Miomas intramurais (FIGO 3, 4) estão dentro da parede muscular e miomas subserosos (FIGO 5, 6, 7) se projetam para fora do útero. A escolha do tratamento depende dos sintomas, tamanho, localização, idade da paciente e desejo de preservar a fertilidade. Para pacientes jovens com miomas sintomáticos e desejo de preservar o útero, a miomectomia é a abordagem de escolha. Miomas submucosos (FIGO 1) são idealmente removidos por histeroscopia, um procedimento minimamente invasivo. Miomas intramurais ou subserosos (FIGO 2-5) são geralmente abordados por laparoscopia, que oferece recuperação mais rápida e menor morbidade em comparação com a laparotomia. A histerectomia é reservada para casos de sintomas refratários, miomas muito grandes ou múltiplos, ou em pacientes que não desejam mais gestar.
Os miomas uterinos podem causar sangramento uterino anormal (menorragia, metrorragia), dor pélvica, compressão de órgãos adjacentes (frequência urinária, constipação) e, em alguns casos, infertilidade ou complicações na gravidez.
A classificação FIGO descreve a localização dos miomas. Miomas submucosos (FIGO 0, 1, 2) são geralmente abordados por histeroscopia. Miomas intramurais (FIGO 3, 4) e subserosos (FIGO 5, 6, 7) são abordados por laparoscopia ou laparotomia, dependendo do tamanho e número.
A histerectomia é uma opção para miomas uterinos em pacientes que não desejam mais gestar, com sintomas graves e refratários a outros tratamentos, ou quando há suspeita de malignidade. Em pacientes jovens, a miomectomia é preferível para preservar a fertilidade.
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