UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2021
Mulher de 48 anos apresenta aumento do volume menstrual e cólicas intensas que não melhoram com uso de analgésicos. AP: menstruações regulares a cada 30 dias com duração de 6 dias, G3P3C3, laqueadura prévia, HAS, obesidade e tabagismo. Exame ginecológico: útero aumentado de volume, superfície lobulada. Ultrassom transvaginal: útero com volume 200 cm³, várias imagens nodulares de até 20 mm sugestivas de miomas de localização intramural e subserosa, endométrio regular de 7 mm, ovários sem alterações. A conduta inicial é indicar
Mioma uterino com sangramento intenso e cólicas = iniciar AINEs no período menstrual; considerar análogos GnRH para redução pré-cirúrgica ou miomectomia.
Para miomas uterinos sintomáticos com sangramento e cólicas, a conduta inicial é o tratamento clínico com anti-inflamatórios não hormonais. Outras opções incluem terapia hormonal ou cirurgia, dependendo da gravidade e desejo reprodutivo.
O mioma uterino, ou leiomioma, é o tumor benigno mais comum do trato genital feminino, afetando uma parcela significativa de mulheres em idade reprodutiva. Sua etiologia é multifatorial, envolvendo fatores genéticos e hormonais. Os sintomas variam conforme o tamanho, número e localização dos miomas, sendo os mais comuns o sangramento uterino anormal (menorragia) e a dor pélvica, incluindo cólicas intensas. O diagnóstico é frequentemente realizado por ultrassonografia transvaginal, que permite avaliar o volume uterino e a localização dos nódulos. A conduta terapêutica depende da sintomatologia, desejo reprodutivo da paciente, tamanho e localização dos miomas. Para casos de sangramento e cólicas, o tratamento inicial é geralmente conservador. Anti-inflamatórios não hormonais (AINEs) são a primeira linha de tratamento para aliviar as cólicas e reduzir o fluxo menstrual. Outras opções clínicas incluem anticoncepcionais hormonais combinados ou progestágenos. Análogos de GnRH podem ser utilizados para reduzir temporariamente o tamanho dos miomas, geralmente como ponte para cirurgia. A miomectomia (remoção cirúrgica dos miomas) é indicada para mulheres que desejam preservar a fertilidade, enquanto a histerectomia é uma opção definitiva para mulheres sem desejo reprodutivo ou com sintomas refratários.
Os sintomas mais frequentes são sangramento uterino anormal (menorragia), cólicas intensas, dor pélvica, pressão sobre órgãos adjacentes e, em alguns casos, infertilidade.
A conduta inicial é o tratamento clínico com anti-inflamatórios não hormonais (AINEs) durante o período menstrual para reduzir o sangramento e a dor.
A miomectomia é indicada para mulheres que desejam preservar a fertilidade ou quando o tratamento clínico falha. Análogos de GnRH podem ser usados para reduzir o tamanho do mioma antes da cirurgia ou como terapia temporária.
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