IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2022
Uma paciente com 42 anos, G3P3A0 (3PN), submetida a laqueadura tubária há 5 anos, apresenta aumento do fluxo e da duração da menstruação há 6 meses. Refere fraqueza e malestar geral durante o sangramento. Ao exame clínico, apresenta útero aumentado de tamanho.USG TV revela útero AVF, centrado e com volume de 425cm:, além de nódulo único, intramural e fúndico de 8cm no maior diâmetro. Hb = 9,8 e Ht = 27%. Refere que, há 10 meses, vem tentando controlar o sangramento com medicações hormonais (desogestrel oral e medroxiprogesterona injetável), sem sucesso. A melhor conduta para essa paciente é:
Mioma intramural grande (>7cm) com sangramento refratário e prole completa → Histerectomia vaginal.
Em pacientes com prole completa, miomas uterinos grandes e sintomáticos (sangramento refratário, anemia) que não respondem ao tratamento clínico, a histerectomia é a solução definitiva. A via vaginal é preferível à abdominal quando tecnicamente possível devido à menor morbidade.
Miomas uterinos são tumores benignos do miométrio, extremamente comuns em mulheres em idade reprodutiva. Embora muitos sejam assintomáticos, podem causar sintomas como sangramento uterino anormal (menorragia), dor pélvica, pressão e sintomas urinários ou intestinais. A menorragia pode levar à anemia ferropriva, impactando significativamente a qualidade de vida da paciente. O diagnóstico é geralmente feito por ultrassonografia transvaginal, que avalia o tamanho, número e localização dos miomas. O manejo dos miomas depende de fatores como idade da paciente, desejo de gestação, tamanho e localização dos miomas, e gravidade dos sintomas. Opções de tratamento incluem observação, tratamento medicamentoso (hormonal ou não hormonal) e cirurgia. Para pacientes com prole completa e miomas grandes e sintomáticos que não respondem ao tratamento clínico, a histerectomia é a terapia definitiva. A miomectomia é uma opção para mulheres que desejam preservar a fertilidade, mas pode ter riscos de recorrência. No caso apresentado, a paciente tem prole completa, um mioma intramural de 8cm, sangramento refratário a múltiplas terapias hormonais e anemia. A histerectomia total vaginal é a melhor conduta, pois oferece a resolução definitiva dos sintomas com menor morbidade em comparação à via abdominal, sendo uma opção viável para úteros de tamanho moderadamente aumentado. A decisão deve sempre considerar a autonomia da paciente e suas expectativas de vida.
A histerectomia é a melhor opção para miomas uterinos quando a paciente tem prole completa, apresenta sintomas graves e refratários ao tratamento clínico (como sangramento intenso e anemia), e não deseja preservar o útero.
A escolha da via depende do tamanho e mobilidade do útero, presença de cirurgias prévias, comorbidades da paciente e experiência do cirurgião. A via vaginal é geralmente preferida por ser menos invasiva, se o útero não for excessivamente grande ou fixo.
O tratamento hormonal pode falhar em miomas uterinos muito grandes ou com padrão de sangramento intenso, pois a supressão endometrial pode não ser suficiente para controlar a perda sanguínea volumosa associada à massa miomatosa.
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