Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2022
Em paciente de 30 anos, sem filhos, com diagnóstico ultrassonográfico de mioma intramural com componente subseroso de 3,5 cm, com queixa de dismenorréia muito discreta, a MELHOR conduta é:
Mioma uterino pequeno (<5cm) e assintomático ou com sintomas leves → manejo expectante ou sintomático.
Miomas uterinos que não causam sintomas significativos ou que são pequenos e não afetam a fertilidade (como um mioma intramural com componente subseroso de 3,5 cm e dismenorreia discreta) geralmente não requerem intervenção cirúrgica ou medicamentosa agressiva. O tratamento inicial foca no alívio dos sintomas, se presentes.
Miomas uterinos são tumores benignos do miométrio, extremamente comuns em mulheres em idade reprodutiva, com prevalência que pode chegar a 70-80% até os 50 anos. A maioria é assintomática, mas podem causar sangramento uterino anormal, dor pélvica, dismenorreia e sintomas compressivos. O diagnóstico é primariamente ultrassonográfico. A conduta depende do tamanho, localização, número de miomas, sintomas da paciente, idade e desejo de gravidez. Miomas pequenos (<5 cm) e com sintomas leves ou ausentes, como no caso de dismenorreia discreta, geralmente permitem uma abordagem conservadora. O tratamento conservador inclui observação, uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) para dismenorreia, e contraceptivos hormonais para controle do sangramento. Terapias mais invasivas como embolização, análogos de GnRH (que induzem menopausa temporária) ou miomectomia são reservadas para casos sintomáticos, miomas maiores ou quando há desejo de gravidez e o mioma afeta a cavidade uterina.
O manejo conservador é indicado para miomas pequenos (<5 cm), assintomáticos ou com sintomas leves e controláveis, especialmente em pacientes que não desejam engravidar ou que o mioma não afeta a fertilidade.
A miomectomia é indicada para miomas sintomáticos (sangramento intenso, dor, sintomas compressivos) que não respondem ao tratamento clínico, ou quando o mioma afeta a cavidade uterina e a paciente deseja preservar a fertilidade.
Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) são a primeira linha para o alívio da dismenorreia associada a miomas, atuando na redução da produção de prostaglandinas que causam as contrações uterinas dolorosas.
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