UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2023
Mulher com 30 anos de idade, estado civil: casada, G0/P0, com desejo de engravidar, com queixas de dor pélvica e fluxo menstrual aumentado. Em exame de ultrassonografia transvaginal foi evidenciado presença de mioma intramural em corpo uterino, de 6,0cm. Qual a melhor conduta?
Mioma intramural >5cm em G0P0 com desejo gestacional → Análogo GnRHa pré-miomectomia.
Em pacientes jovens, G0P0, com miomas sintomáticos e desejo de engravidar, a miomectomia é a conduta de escolha para preservar a fertilidade. O uso pré-operatório de análogos de GnRHa pode reduzir o tamanho do mioma e a vascularização, facilitando a cirurgia e diminuindo o sangramento.
Miomas uterinos, ou leiomiomas, são os tumores benignos mais comuns do trato genital feminino, afetando uma parcela significativa de mulheres em idade reprodutiva. Eles podem causar sintomas como dor pélvica, menorragia e, dependendo de sua localização e tamanho, infertilidade ou complicações gestacionais. O diagnóstico é geralmente feito por ultrassonografia transvaginal. Em pacientes jovens, como no caso, com desejo de engravidar e miomas sintomáticos (especialmente intramurais grandes), a miomectomia é a cirurgia de escolha para preservar a fertilidade. A localização intramural de 6,0 cm é clinicamente significativa. O tratamento pré-operatório com análogos de GnRHa é uma estratégia comum. Esses medicamentos induzem um estado de hipoestrogenismo, levando à redução do volume do mioma e da vascularização uterina, o que pode diminuir o risco de sangramento durante a miomectomia e facilitar a ressecção, melhorando o prognóstico reprodutivo.
A miomectomia é indicada para mulheres sintomáticas com miomas que desejam preservar o útero e a fertilidade, ou quando há falha de tratamento clínico e sintomas persistentes.
Os análogos de GnRHa induzem um estado de hipoestrogenismo, reduzindo o tamanho dos miomas e sua vascularização, o que pode facilitar a miomectomia e diminuir o sangramento intraoperatório.
A embolização é uma alternativa minimamente invasiva, mas pode ter impacto na fertilidade e na gestação futura, sendo geralmente menos indicada para mulheres com desejo reprodutivo do que a miomectomia.
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