HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2024
Mulher, 28 anos de idade, refere cólica menstrual moderada, que melhora com uso de analgésico em meses alternados. Teve 2 partos normais, o último há 3 anos. Nega vida sexual desde então. Refere ciclos menstruais regulares com duração de 5 dias. Realizou ultrassonografia endovaginal cujo laudo informava a presença de 1 nódulo uterino de 4 cm classificado como Sistema FIGO 6. Referente ao possível mioma, dentre as condutas abaixo, a mais adequada é:
Mioma uterino FIGO 6, 4 cm, sintomas leves e controlados → Controle clínico anual.
Miomas uterinos que causam sintomas leves e bem controlados com analgésicos, especialmente se são de pequeno a médio porte e classificados como FIGO 6 (subseroso pediculado), geralmente não requerem intervenção cirúrgica imediata. O controle clínico anual é a conduta mais adequada para monitorar o crescimento e a evolução dos sintomas.
Miomas uterinos, também conhecidos como leiomiomas, são os tumores benignos mais comuns do trato genital feminino, afetando uma parcela significativa de mulheres em idade reprodutiva. Embora muitos sejam assintomáticos, podem causar sangramento uterino anormal, dor pélvica, sintomas compressivos e, em alguns casos, infertilidade. A classificação FIGO (Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia) é essencial para descrever a localização e o tipo do mioma, orientando a conduta. A fisiopatologia dos miomas envolve fatores genéticos, hormonais (estrogênio e progesterona) e de crescimento. O diagnóstico é feito principalmente por ultrassonografia transvaginal. No caso apresentado, um mioma FIGO 6 de 4 cm com sintomas leves e controlados por analgésicos indica que o mioma é subseroso pediculado e não está causando impacto significativo na cavidade uterina ou em órgãos adjacentes. A conduta para miomas uterinos é individualizada, baseada nos sintomas, tamanho, localização, idade da paciente, desejo de gestação e classificação FIGO. Para miomas assintomáticos ou com sintomas leves e bem controlados, como no caso, o controle clínico anual com monitoramento ultrassonográfico é a abordagem mais conservadora e adequada. Intervenções mais invasivas são reservadas para casos sintomáticos graves ou com complicações.
A classificação FIGO 6 refere-se a um mioma subseroso pediculado, ou seja, localizado na superfície externa do útero e conectado por um pedículo.
A miomectomia é geralmente indicada para miomas sintomáticos (sangramento intenso, dor pélvica significativa, infertilidade) que não respondem ao tratamento clínico, ou quando há crescimento rápido ou suspeita de malignidade.
As opções variam desde o controle clínico (para miomas assintomáticos ou com sintomas leves), tratamento medicamentoso (hormonal, anti-inflamatórios), até procedimentos cirúrgicos (miomectomia, histerectomia) ou embolização.
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