SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2020
Mulher, 35 anos, com desejo de engravidar, comparece preocupada com ultrassom transvaginal com útero de 200cm³ com presença de nódulo hipoecogênico de 4 cm, tipo 7 pela classificação da FIGO. Ela refere ciclos regulares com fluxo de 4 dias sem coágulos. Nega dor. Qual a melhor conduta?
Mioma uterino assintomático, mesmo FIGO 7, sem infertilidade comprovada → conduta expectante.
Miomas uterinos são tumores benignos comuns. A conduta depende da sintomatologia, tamanho, localização e desejo reprodutivo. Em pacientes assintomáticas, mesmo com desejo de engravidar e sem infertilidade comprovada, a conduta expectante é a mais adequada, evitando intervenções desnecessárias.
Miomas uterinos, ou leiomiomas, são os tumores benignos mais comuns do trato genital feminino, afetando até 70% das mulheres em idade reprodutiva. Embora a maioria seja assintomática, podem causar sangramento uterino anormal, dor pélvica, sintomas compressivos e, em alguns casos, infertilidade. A classificação da FIGO é fundamental para guiar a conduta, categorizando os miomas de acordo com sua localização em relação ao endométrio e à serosa, sendo os tipos 0 a 2 submucosos, 3 a 5 intramurais e 6 a 7 subserosos. O diagnóstico é feito principalmente por ultrassonografia transvaginal. A fisiopatologia envolve fatores genéticos, hormonais (estrogênio e progesterona) e de crescimento. A suspeita de mioma deve surgir em mulheres com os sintomas mencionados, ou como achado incidental em exames de imagem. A decisão de intervir depende da sintomatologia, tamanho, localização, idade da paciente e desejo reprodutivo. Miomas subserosos (FIGO 7), como no caso, geralmente não afetam a cavidade uterina e, se assintomáticos, raramente causam infertilidade ou sangramento. Para miomas assintomáticos, especialmente os subserosos, a conduta expectante é a mais indicada, mesmo em pacientes com desejo de engravidar, desde que não haja infertilidade comprovadamente atribuível ao mioma. Intervenções como miomectomia (histeroscópica para submucosos, laparoscópica/laparotômica para intramurais/subserosos) são reservadas para casos sintomáticos ou de infertilidade. O prognóstico é geralmente bom, mas o acompanhamento é importante para monitorar o crescimento e o surgimento de sintomas.
Miomas uterinos exigem tratamento ativo quando causam sintomas como sangramento uterino anormal, dor pélvica, compressão de órgãos adjacentes ou infertilidade comprovadamente relacionada ao mioma. A localização e o tamanho são fatores determinantes.
A classificação FIGO (Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia) categoriza os miomas pela sua localização em relação ao endométrio e serosa, sendo crucial para definir a conduta. Miomas submucosos (tipos 0-2) geralmente causam mais sangramento e infertilidade, enquanto subserosos (tipos 6-7) são frequentemente assintomáticos.
Miomas tipo 7 da FIGO são subserosos e raramente causam infertilidade, pois não distorcem a cavidade endometrial. A infertilidade associada a miomas é mais comum com os submucosos ou intramurais que afetam a cavidade.
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