Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2022
Para uma paciente de 43 anos que em primeira consulta com ginecologista refere mioma uterino com aumento do fluxo menstrual, necessitando de até 5 absorventes íntimos no dia de maior fluxo, a primeira abordagem deve ser:
Mioma com menorragia: primeira linha é tratamento clínico (AINEs, ácido tranexâmico, DIU hormonal).
Em pacientes com mioma uterino e menorragia, a primeira abordagem é geralmente clínica, visando controlar o sangramento e a dor. Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) são uma opção inicial eficaz para reduzir o fluxo menstrual e a dismenorreia, atuando na inibição da síntese de prostaglandinas.
Miomas uterinos, ou leiomiomas, são os tumores benignos mais comuns do trato genital feminino, afetando uma parcela significativa de mulheres em idade reprodutiva. Embora muitos sejam assintomáticos, podem causar menorragia (sangramento menstrual excessivo), dor pélvica, pressão e, em casos raros, infertilidade. A menorragia é o sintoma mais comum e pode levar a anemia e impactar significativamente a qualidade de vida da paciente. A fisiopatologia dos miomas envolve o crescimento de células musculares lisas do miométrio sob influência hormonal, principalmente estrogênio e progesterona. O diagnóstico é feito clinicamente e confirmado por ultrassonografia pélvica. A avaliação do sangramento é crucial, e a necessidade de 5 absorventes por dia indica um fluxo menstrual intenso que requer intervenção. A abordagem terapêutica para miomas sintomáticos deve ser individualizada, considerando a idade da paciente, desejo de gestação, tamanho e localização dos miomas, e gravidade dos sintomas. A primeira linha de tratamento para menorragia associada a miomas é geralmente clínica, com o uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) para reduzir o fluxo e a dismenorreia, ácido tranexâmico para diminuir o sangramento, ou o sistema intrauterino liberador de levonorgestrel (DIU hormonal). A histerectomia ou miomectomia são opções cirúrgicas reservadas para casos de falha do tratamento clínico ou sintomas graves.
As opções de primeira linha incluem anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) para reduzir o fluxo e a dor, ácido tranexâmico para diminuir o sangramento, e o sistema intrauterino liberador de levonorgestrel (DIU hormonal) para reduzir o fluxo menstrual.
A histerectomia é geralmente considerada para pacientes com miomas sintomáticos que não respondem ao tratamento clínico, que apresentam sintomas graves (anemia, compressão), ou que não desejam mais ter filhos e buscam uma solução definitiva.
Miomas uterinos são tumores benignos estrogênio-dependentes. Altas doses de estrogênio podem estimular o crescimento dos miomas e piorar o sangramento, sendo contraindicadas como tratamento primário.
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