UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2023
Luísa, de 45 anos, agenda consulta com seu médico de família para mostrar resultado de ultrassonografia com mioma uterino. Ela quer saber mais sobre o significado do resultado e sobre o tratamento. Sobre esse caso, é INCORRETO o médico explicar que:
Mioma uterino: tumor benigno, mais comum em negras e nulíparas.
Miomas uterinos são tumores benignos do músculo liso uterino. São mais frequentes em mulheres negras e nulíparas, e a cirurgia é reservada para casos sintomáticos ou assintomáticos de grandes proporções.
Miomas uterinos, também conhecidos como leiomiomas, são os tumores benignos mais comuns do trato genital feminino, originando-se do músculo liso do miométrio. Sua prevalência é alta, afetando até 70-80% das mulheres em idade reprodutiva, embora muitos sejam assintomáticos. Os fatores de risco incluem raça (maior incidência em mulheres negras), nuliparidade, obesidade, menarca precoce e história familiar. São dependentes de estrogênio e progesterona, crescendo durante a idade reprodutiva e regredindo na menopausa. O diagnóstico é frequentemente incidental em exames de imagem como ultrassonografia pélvica. Os sintomas, quando presentes, incluem sangramento uterino anormal (menorragia, metrorragia), dor pélvica crônica, dismenorreia, sintomas compressivos (urinários, intestinais) e infertilidade. A fisiopatologia envolve uma proliferação clonal de células musculares lisas com alterações genéticas e influência hormonal. O tratamento dos miomas depende da sintomatologia, tamanho, localização, idade da paciente e desejo de gestação. Opções incluem tratamento expectante, tratamento clínico (análogos de GnRH, progestágenos, moduladores seletivos do receptor de progesterona) para controle dos sintomas, e tratamento cirúrgico (miomectomia para preservar o útero ou histerectomia) para casos sintomáticos refratários ou miomas de grandes proporções. A embolização da artéria uterina é outra opção minimamente invasiva.
Os principais fatores de risco incluem raça (mais comum em mulheres negras), nuliparidade, obesidade, história familiar, menarca precoce e consumo de álcool.
A cirurgia está indicada para miomas sintomáticos (sangramento uterino anormal, dor pélvica, sintomas compressivos) ou para miomas assintomáticos de grandes proporções que possam causar complicações futuras.
Sim, o tratamento clínico pode ser tentado para controlar os sintomas, utilizando medicamentos como análogos do GnRH, progestágenos (ex: medroxiprogesterona cíclica), DIU hormonal ou anti-inflamatórios não esteroides.
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