UFRN/EMCM - Escola Multicampi de Ciências Médicas (RN) — Prova 2020
Sobre os miomas uterinos, é correto afirmar:
Miomas uterinos = tumores benignos do miométrio; transformação maligna é rara.
Miomas uterinos, ou leiomiomas, são as neoplasias benignas mais comuns do trato genital feminino, originando-se das células musculares lisas do miométrio. Sua transformação maligna para leiomiossarcoma é extremamente rara, e o tratamento varia amplamente dependendo dos sintomas, tamanho, localização e desejo reprodutivo da paciente.
Os miomas uterinos, ou leiomiomas, representam os tumores benignos mais frequentes do trato genital feminino, afetando uma parcela significativa de mulheres em idade reprodutiva. Eles se desenvolvem a partir da proliferação de células musculares lisas do miométrio, a camada muscular do útero, e são influenciados por hormônios sexuais, especialmente estrogênio e progesterona. Embora benignos, podem causar sintomas como sangramento uterino anormal, dor pélvica, pressão e, em alguns casos, infertilidade. A classificação dos miomas é baseada em sua localização: submucosos (projetam-se para a cavidade endometrial), intramurais (localizados dentro da parede muscular do útero) e subserosos (projetam-se para a superfície externa do útero). O diagnóstico é feito principalmente por ultrassonografia pélvica. É crucial entender que, apesar de serem tumores, o potencial de transformação maligna para leiomiossarcoma é muito baixo, o que impacta diretamente a abordagem terapêutica. O tratamento dos miomas é individualizado, considerando a idade da paciente, desejo de gestação, tamanho e localização dos miomas, e a intensidade dos sintomas. As opções variam desde a observação expectante para miomas assintomáticos, tratamento medicamentoso (como agonistas do GnRH para redução temporária do tamanho), até intervenções cirúrgicas como miomectomia (remoção apenas do mioma) ou histerectomia (remoção do útero) em casos selecionados.
Os miomas uterinos, também conhecidos como leiomiomas, são tumores benignos que se originam das células musculares lisas do miométrio, a camada muscular do útero.
A transformação maligna de um mioma uterino em leiomiossarcoma é extremamente rara, ocorrendo em menos de 0,5% dos casos. O risco é baixo e não justifica condutas agressivas baseadas apenas nessa preocupação.
Os miomas são classificados principalmente pela sua localização em relação às camadas do útero: submucosos (na cavidade endometrial), intramurais (na parede muscular) e subserosos (na superfície externa do útero).
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