FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2020
Paciente de 30 anos, G1P1N, com desejo reprodutivo, ciclos regulares, assintomática, realizou ultrassonografia transvaginal de rotina, que evidenciou nodulação hipoecogênica em parede uterina posterior, intramural, bem delimitada, de 2,0 cm de diâmetro, sem fluxo ao Doppler. Assinale a alternativa que apresenta a conduta correta.
Mioma uterino assintomático < 3cm, sem fluxo Doppler → Orientação e acompanhamento, sem intervenção.
A descrição da nodulação (hipoecogênica, intramural, bem delimitada, 2,0 cm, sem fluxo ao Doppler) é altamente sugestiva de um leiomioma uterino (mioma). Como a paciente é assintomática, tem ciclos regulares e o mioma é pequeno, a conduta mais adequada é a orientação sobre a benignidade da condição e o acompanhamento clínico, sem necessidade de exames complementares ou intervenção imediata.
O mioma uterino, também conhecido como leiomioma, é o tumor benigno mais comum do trato genital feminino, afetando uma parcela significativa das mulheres em idade reprodutiva. São tumores musculares lisos do útero, que podem variar em tamanho, número e localização. A maioria dos miomas é assintomática e descoberta incidentalmente durante exames de rotina. A apresentação clínica dos miomas depende de sua localização e tamanho. Miomas submucosos, mesmo pequenos, podem causar sangramento uterino anormal e infertilidade. Miomas intramurais e subserosos, como o descrito na questão, tendem a ser assintomáticos quando pequenos. A ultrassonografia transvaginal é o principal método diagnóstico, caracterizando os miomas como nodulações hipoecogênicas, bem delimitadas, com ou sem fluxo ao Doppler. Em pacientes assintomáticas, com miomas pequenos (geralmente <3-4 cm) e sem características de malignidade (como crescimento rápido ou atipias ao Doppler), a conduta é expectante. A orientação sobre a benignidade da condição e o acompanhamento clínico periódico são suficientes. Não há necessidade de exames complementares invasivos ou tratamentos medicamentosos/cirúrgicos, a menos que surjam sintomas ou haja crescimento significativo. A decisão de intervir deve sempre considerar o desejo reprodutivo da paciente e a presença de sintomas que afetem sua qualidade de vida.
Os miomas uterinos são classificados principalmente pela sua localização: subserosos (na superfície externa do útero), intramurais (na parede muscular do útero) e submucosos (abaixo do endométrio, na cavidade uterina).
O tratamento para miomas é indicado quando causam sintomas como sangramento uterino anormal, dor pélvica, infertilidade, compressão de órgãos adjacentes ou crescimento rápido. Miomas assintomáticos geralmente não requerem tratamento.
A RNM é útil para mapear miomas múltiplos, avaliar miomas de grandes dimensões, diferenciar miomas de outras massas pélvicas e planejar cirurgias complexas, mas não é rotineiramente necessária para miomas pequenos e assintomáticos com diagnóstico ultrassonográfico claro.
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