SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2022
Mulher de 35 anos, nulípara, com desejo de gestar, realiza ultrassonografia que revela mioma subseroso pediculado de aproximadamente 8cm. Nesse caso, a indicação terapêutica adequada é de:
Mioma subseroso pediculado 8cm em nulípara com desejo de gestar → miomectomia laparoscópica para preservar fertilidade.
Em uma mulher nulípara com desejo de gestar, a presença de um mioma subseroso pediculado de 8cm, embora geralmente não afete a cavidade uterina, pode causar sintomas ou preocupações com o crescimento. A miomectomia laparoscópica é a abordagem preferencial por ser minimamente invasiva, preservar o útero e a fertilidade, e remover o mioma de forma eficaz.
Miomas uterinos são os tumores benignos mais comuns do trato genital feminino, afetando cerca de 20-40% das mulheres em idade reprodutiva. Embora muitos sejam assintomáticos, podem causar sangramento uterino anormal, dor pélvica, pressão e, dependendo da localização, infertilidade ou complicações gestacionais. A classificação (submucoso, intramural, subseroso) é crucial para definir a conduta, especialmente em pacientes com desejo de gestar. No caso de um mioma subseroso pediculado de 8cm em uma mulher nulípara com desejo de gestar, a principal preocupação é a remoção do mioma sem comprometer a fertilidade ou a integridade uterina. Miomas subserosos, especialmente os pediculados, raramente afetam a cavidade endometrial, mas podem causar sintomas de massa ou torção. A miomectomia laparoscópica é a técnica de escolha, pois permite a excisão precisa do mioma com mínima invasão, menor tempo de recuperação e preservação da capacidade reprodutiva. Outras opções como a embolização da artéria uterina, histerectomia ou ablação do endométrio são contraindicadas ou menos ideais para pacientes que desejam gestar. A embolização pode afetar a vascularização ovariana e endometrial, enquanto a histerectomia e a ablação do endométrio inviabilizam futuras gestações. Portanto, a escolha terapêutica deve sempre considerar o desejo reprodutivo da paciente e a localização e tamanho do mioma para otimizar os resultados clínicos e a qualidade de vida.
Os miomas são classificados pela sua localização na parede uterina: submucosos se projetam para a cavidade uterina, intramurais estão dentro da parede muscular, e subserosos se desenvolvem na superfície externa do útero. Os miomas subserosos pediculados são aqueles que se ligam ao útero por um pedículo fino.
A miomectomia laparoscópica é a melhor opção porque é um procedimento minimamente invasivo que permite a remoção seletiva do mioma, preservando o útero e, consequentemente, a fertilidade da paciente. Miomas subserosos pediculados são geralmente mais fáceis de remover por essa via, com menor tempo de recuperação e menor risco de aderências em comparação com a cirurgia aberta.
A embolização da artéria uterina pode reduzir a reserva ovariana e aumentar o risco de complicações gestacionais, sendo geralmente contraindicada para quem deseja engravidar. A histerectomia remove o útero, inviabilizando a gestação. A ablação do endométrio destrói o revestimento uterino, tornando a gestação impossível e não tratando o mioma subseroso.
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