Mioma Submucoso Tipo 1: Conduta em Nuligestas

UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2020

Enunciado

Mulher de 29 anos, nuligesta, apresenta aumento do fluxo menstrual com cólicas discretas. Método contraceptivo: condom. Exame ginecológico normal. Ultrassonografia transvaginal: mioma tipo 1 com 2 cm de diâmetro. A conduta é

Alternativas

  1. A) miomectomia histeroscópica mais ablação do endométrio.
  2. B) miomectomia histeroscópica.
  3. C) histerectomia subtotal laparoscópica.
  4. D) histerectomia total laparoscópica.

Pérola Clínica

Mioma submucoso tipo 1 em nuligesta com sintomas → Miomectomia histeroscópica é a conduta de escolha.

Resumo-Chave

Miomas submucosos (tipos 0, 1 e 2) são os que mais frequentemente causam sangramento uterino anormal e são acessíveis por histeroscopia. A miomectomia histeroscópica é o tratamento de escolha para miomas submucosos sintomáticos, especialmente em mulheres que desejam preservar a fertilidade, pois é menos invasiva e preserva o útero.

Contexto Educacional

Os miomas uterinos são os tumores benignos mais comuns do trato genital feminino, afetando uma parcela significativa de mulheres em idade reprodutiva. Sua apresentação clínica varia conforme o tamanho, número e, principalmente, a localização. Miomas submucosos, mesmo pequenos, são frequentemente associados a sangramento uterino anormal e cólicas, impactando a qualidade de vida e a fertilidade. A ultrassonografia transvaginal é a ferramenta diagnóstica inicial, mas a histerossonografia ou histeroscopia podem ser necessárias para melhor caracterização dos miomas submucosos. O manejo dos miomas uterinos depende dos sintomas, tamanho, localização, idade da paciente e desejo reprodutivo. Para miomas submucosos sintomáticos, especialmente em mulheres que desejam preservar a fertilidade, a miomectomia histeroscópica é o tratamento de escolha. Este procedimento permite a remoção do mioma através do canal cervical, minimizando o trauma uterino e preservando a capacidade reprodutiva. É crucial diferenciar os tipos de miomas para definir a melhor abordagem terapêutica. É fundamental que residentes compreendam a classificação dos miomas e as indicações de cada tratamento. A ablação endometrial, por exemplo, é uma opção para sangramento uterino anormal, mas é contraindicada em pacientes com desejo de gestação. A histerectomia é reservada para casos mais graves ou quando a paciente não deseja mais gestar e outras opções falharam. A escolha da conduta deve ser individualizada, considerando todos os fatores clínicos e as expectativas da paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas do mioma submucoso?

Os miomas submucosos são frequentemente associados a sangramento uterino anormal, como menorragia (fluxo menstrual intenso e prolongado) e metrorragia (sangramento irregular), além de cólicas e, em alguns casos, infertilidade.

Por que a miomectomia histeroscópica é a conduta preferencial para miomas submucosos?

A miomectomia histeroscópica é preferencial porque é um procedimento minimamente invasivo que permite a remoção do mioma através da vagina e colo uterino, sem incisões abdominais, preservando o útero e a fertilidade da paciente.

Quais são os tipos de miomas uterinos e sua relevância clínica?

Os miomas são classificados em submucosos (tipos 0, 1 e 2, protruem para a cavidade uterina), intramurais (localizados na parede muscular do útero) e subserosos (protruem para a superfície externa do útero). Os submucosos são os mais sintomáticos em relação ao sangramento.

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