Mioma Submucoso Pediculado: Tratamento por Histeroscopia

UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2020

Enunciado

Paciente de 35 anos, GII PII A0, é atendida em ambulatório de ginecologia com relato de sangramento menstrual aumentado há 6 meses (menstruações a cada 25 dias, duração de 9 dias e quantidade abundante, com coágulos). Os exames complementares realizados mostram presença de mioma submucoso pediculado no interior da cavidade uterina de 2,2 cm. A conduta ideal para tratar esta paciente é:

Alternativas

  1. A) Miomectomia histeroscópica.
  2. B) Miomectomia laparoscópica.
  3. C) Miomectomia por laparotomia.
  4. D) Histerectomia total por via vaginal.
  5. E) Histerectomia total laparoscópica.

Pérola Clínica

Mioma submucoso pediculado intracavitário → Miomectomia histeroscópica é a conduta ideal.

Resumo-Chave

Miomas submucosos, especialmente os pediculados e de pequeno a médio porte, são idealmente tratados por miomectomia histeroscópica. Esta abordagem minimamente invasiva permite a remoção do mioma preservando o útero e é eficaz para controle do sangramento uterino anormal.

Contexto Educacional

Miomas uterinos são tumores benignos do miométrio, sendo os submucosos aqueles que se projetam para a cavidade uterina. Eles são a principal causa de sangramento uterino anormal, como menorragia e dismenorreia, e podem levar à anemia e infertilidade. A classificação dos miomas submucosos (G0, G1, G2) é crucial para definir a abordagem terapêutica, sendo os pediculados (G0) os mais favoráveis para a ressecção histeroscópica. A prevalência de miomas é alta em mulheres em idade reprodutiva, e seu manejo adequado é fundamental para a qualidade de vida. No caso de um mioma submucoso pediculado, como o descrito na questão, a miomectomia histeroscópica é a conduta de escolha. Este procedimento minimamente invasivo permite a remoção do mioma através da vagina e do colo uterino, utilizando um histeroscópio para visualizar e ressecar a lesão. A preservação do útero é um benefício importante, especialmente para pacientes que desejam gestar no futuro. A técnica é eficaz para aliviar os sintomas de sangramento e dor, com menor tempo de recuperação comparado às cirurgias abdominais. Outras opções de tratamento para miomas incluem miomectomia laparoscópica ou por laparotomia (para miomas de outras localizações ou maiores), embolização da artéria uterina e, em casos selecionados ou quando a paciente não deseja mais gestar, a histerectomia. A escolha da conduta depende do tipo, tamanho e localização do mioma, dos sintomas da paciente, da idade e do desejo de gestação. A miomectomia histeroscópica é particularmente vantajosa para miomas submucosos devido à sua eficácia e menor morbidade.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas mais comuns de um mioma submucoso?

Os miomas submucosos são frequentemente associados a sangramento uterino anormal, como menorragia (menstruações prolongadas e abundantes), metrorragia (sangramento irregular) e dismenorreia. Podem também causar anemia devido à perda crônica de sangue.

Por que a miomectomia histeroscópica é a melhor opção para miomas submucosos pediculados?

A miomectomia histeroscópica é a melhor opção porque permite a remoção direta do mioma que se projeta para a cavidade uterina, sem incisões abdominais. É minimamente invasiva, preserva o útero e tem alta taxa de sucesso no controle do sangramento.

Quais são as contraindicações para a miomectomia histeroscópica?

As contraindicações incluem infecção pélvica ativa, gravidez, câncer cervical ou uterino invasivo, e miomas muito grandes ou múltiplos que não são acessíveis pela via histeroscópica. Nesses casos, outras abordagens cirúrgicas podem ser consideradas.

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