UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2019
Mulher de 32 anos, nuligesta, apresenta sangramento uterino aumentado. US transvaginal: mioma classificação FIGO I, menor de 2 cm. O tratamento mais apropriado é
Mioma submucoso FIGO I (<2cm) com sangramento → miomectomia histeroscópica é o tratamento de escolha.
Miomas submucosos (FIGO 0, I e II) são os que mais frequentemente causam sangramento uterino anormal. A classificação FIGO I indica que o mioma é predominantemente intramural, mas com componente submucoso e menos de 50% intramural. Para miomas pequenos e submucosos, a miomectomia histeroscópica é a abordagem minimamente invasiva e eficaz, preservando a fertilidade.
Miomas uterinos são tumores benignos comuns do útero, e sua apresentação clínica varia amplamente. O sangramento uterino anormal é um dos sintomas mais frequentes, especialmente em miomas com componente submucoso. A classificação FIGO é crucial para guiar a conduta, categorizando os miomas submucosos de 0 a II, com base na proporção do mioma que se projeta para a cavidade endometrial e na sua extensão intramural. Para miomas submucosos pequenos, como o FIGO I menor de 2 cm, a miomectomia histeroscópica é a abordagem de escolha. Este procedimento permite a remoção do mioma através da vagina e colo uterino, sem incisões abdominais, resultando em menor tempo de recuperação e preservação da fertilidade. É altamente eficaz no controle do sangramento e na melhoria dos sintomas relacionados. Outras opções de tratamento, como o sistema intrauterino de levonorgestrel, podem ser consideradas para controle sintomático do sangramento em casos selecionados, mas não removem o mioma. A miomectomia laparoscópica ou laparotômica é reservada para miomas de outras classificações ou maiores, enquanto a histerectomia é uma opção definitiva para mulheres com prole completa ou sintomas refratários a outros tratamentos. A escolha da terapia deve ser individualizada, considerando o tamanho, localização do mioma, sintomas, idade da paciente e desejo reprodutivo.
A classificação FIGO I para miomas submucosos indica que o mioma tem um componente intramural, mas menos de 50% de sua massa está dentro da parede muscular do útero, sendo predominantemente submucoso.
A miomectomia histeroscópica é minimamente invasiva, permite a remoção direta do mioma submucoso sob visualização, é eficaz no controle do sangramento e preserva a capacidade reprodutiva, sendo ideal para miomas FIGO I pequenos.
Outras opções incluem o sistema intrauterino de levonorgestrel para controle do sangramento (não remove o mioma), miomectomia laparoscópica ou laparotômica para miomas intramurais ou subserosos maiores, e histerectomia para casos de miomas múltiplos, grandes ou em mulheres sem desejo de gestação.
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