UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2019
Mulher, 35a, G2P2A0C0, comparece ao ambulatório de ginecologia referindo aumento do fluxo menstrual há 6 meses, com duração de 8 dias, presença de coágulos e uso de seis absorventes por dia. Faz uso de anticoncepcional oral combinado.Ultrassonografia pélvica: útero de volume de 87cm³ , endométrio com espessura de 5mm e imagem nodular de 2x2 cm compatível com mioma FIGO 1, ovários sem alterações. Hemoglobina= 9,5 g/dL. A CONDUTA É:
Mioma FIGO 1 + menorragia + anemia → Miomectomia histeroscópica é a conduta de escolha.
Miomas submucosos (FIGO 0, 1 e 2) são a principal causa de sangramento uterino anormal e são passíveis de tratamento histeroscópico. A miomectomia histeroscópica é o tratamento de escolha para miomas FIGO 1 que causam sintomas, especialmente sangramento e anemia.
Miomas uterinos são tumores benignos comuns do miométrio, sendo a principal causa de sangramento uterino anormal (SUA) e dor pélvica. A classificação FIGO é crucial para guiar o tratamento, especialmente para miomas submucosos (FIGO 0, 1 e 2), que se projetam para a cavidade uterina e são os mais associados à menorragia e infertilidade. O diagnóstico é feito por ultrassonografia pélvica, que pode identificar o tamanho, número e localização dos miomas. A paciente do caso apresenta menorragia com coágulos e anemia ferropriva, sintomas clássicos de mioma submucoso. O mioma FIGO 1, com mais de 50% de sua massa intramural, mas com componente intracavitário, é um forte candidato à abordagem histeroscópica. A miomectomia histeroscópica é o tratamento de escolha para miomas submucosos sintomáticos, permitindo a remoção do mioma através da vagina e colo uterino, sem incisões abdominais. Outras opções, como tratamento hormonal, podem ser consideradas para controle de sintomas, mas a remoção cirúrgica é definitiva para miomas sintomáticos que afetam a qualidade de vida ou causam anemia significativa.
Os miomas submucosos, especialmente os FIGO 1, frequentemente causam sangramento uterino anormal, como menorragia (fluxo menstrual intenso e prolongado), metrorragia e dismenorreia, podendo levar à anemia.
A miomectomia histeroscópica é o tratamento de escolha para miomas submucosos sintomáticos (FIGO 0, 1 e 2) por ser minimamente invasiva, preservar o útero e ser eficaz na remoção do mioma e controle do sangramento.
A classificação FIGO descreve a localização e a extensão do mioma em relação à parede uterina. Miomas FIGO 0, 1 e 2 têm componente intracavitário e são passíveis de histeroscopia, enquanto outros tipos podem exigir laparoscopia ou laparotomia.
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