UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2021
Paciente de 20 anos de idade, solteira, nuligesta, com queixa de sangramento uterino anormal há 6 meses. Exame físico sem alteração nos órgãos gênitas. Ao exame de imagem foi encontrado um mioma de 2,0 cm submucoso (FIGO 1). Qual a conduta resolutiva mais adequada?
Mioma submucoso FIGO 1 + sangramento → Histeroscopia cirúrgica com ressectoscópio bipolar é a conduta resolutiva.
Para miomas submucosos pequenos (FIGO 1) que causam sangramento uterino anormal, a histeroscopia cirúrgica com ressectoscópio bipolar é o tratamento de escolha, por ser minimamente invasivo e preservar a fertilidade.
O mioma uterino é o tumor benigno mais comum do trato genital feminino, afetando uma parcela significativa de mulheres em idade reprodutiva. Os miomas submucosos, embora menos frequentes que os intramurais ou subserosos, são os que mais comumente causam sangramento uterino anormal (SUA) e infertilidade, devido à sua localização na cavidade uterina. A classificação FIGO é crucial para guiar a conduta, sendo o tipo 1 caracterizado por um mioma predominantemente intracavitário com menos de 50% de sua espessura na parede miometrial. Para pacientes com mioma submucoso FIGO 1 e sintomas como sangramento uterino anormal, especialmente em nuligestas que desejam preservar a fertilidade, a histeroscopia cirúrgica para miomectomia é a conduta de escolha. Este procedimento minimamente invasivo permite a ressecção do mioma sob visão direta, sem incisões abdominais. O uso de um ressectoscópio com alça de corrente bipolar é preferível ao monopolar, pois permite o uso de soro fisiológico como meio de distensão, reduzindo significativamente o risco de complicações como a síndrome de sobrecarga hídrica (hiponatremia dilucional), que pode ocorrer com o uso de soluções hipotônicas no sistema monopolar. Residentes em ginecologia e obstetrícia devem dominar a indicação e a técnica da miomectomia histeroscópica para miomas submucosos. A escolha da técnica correta não só resolve o sintoma, mas também preserva a capacidade reprodutiva da paciente, um aspecto fundamental em mulheres jovens. Outras opções, como histerectomia ou miomectomia aberta/laparoscópica, seriam excessivamente invasivas para um mioma FIGO 1, que é acessível e tratável por via histeroscópica.
A classificação FIGO para miomas submucosos indica a extensão da protuberância do mioma na cavidade uterina. Um mioma FIGO 1 é predominantemente intracavitário, com menos de 50% de sua espessura intramural, tornando-o ideal para remoção histeroscópica.
A histeroscopia cirúrgica permite a remoção direta do mioma sob visualização, é minimamente invasiva, preserva o útero e a fertilidade, e tem um tempo de recuperação mais rápido em comparação com cirurgias abertas ou laparoscópicas.
O ressectoscópio bipolar utiliza solução salina como meio de distensão, minimizando o risco de síndrome de sobrecarga hídrica (hiponatremia dilucional) associada ao uso de soluções hipotônicas com o ressectoscópio monopolar, tornando o procedimento mais seguro.
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