INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2020
Paciente apresenta hipermenorréia há 6 meses devido à mioma submucoso de 2,8 cm de diâmetro. Neste caso, a melhor conduta é:
Mioma submucoso < 5 cm com hipermenorreia → Miomectomia histeroscópica é a melhor conduta.
Miomas submucosos, mesmo que pequenos (como 2,8 cm), são uma causa comum de sangramento uterino anormal, como a hipermenorreia. A miomectomia histeroscópica é a abordagem de escolha para miomas submucosos, pois é minimamente invasiva e permite a remoção do mioma através do colo uterino, preservando o útero.
Miomas uterinos são tumores benignos do miométrio, extremamente comuns em mulheres em idade reprodutiva, com prevalência que pode chegar a 70-80% aos 50 anos. Os miomas submucosos, embora menos frequentes que os intramurais ou subserosos, são os que mais comumente causam sangramento uterino anormal, como a hipermenorreia, devido à sua localização que distorce a cavidade endometrial. O diagnóstico de miomas uterinos é feito principalmente por ultrassonografia transvaginal, que permite identificar a localização, tamanho e número dos miomas. A histeroscopia diagnóstica pode ser útil para confirmar a presença e avaliar a extensão de miomas submucosos. A hipermenorreia é um sintoma chave que indica a necessidade de intervenção, especialmente quando afeta a qualidade de vida ou causa anemia. A miomectomia histeroscópica é a conduta de escolha para miomas submucosos, especialmente aqueles menores que 5 cm e com componente intramural limitado (tipo 0, I e II da classificação da FIGO). Este procedimento permite a remoção do mioma por via vaginal, preservando o útero e a fertilidade. Outras opções incluem tratamento medicamentoso para controle dos sintomas ou, em casos mais complexos ou de desejo de não gestar, histerectomia.
A miomectomia histeroscópica é a técnica de escolha para miomas submucosos que causam sangramento uterino anormal, especialmente se a paciente deseja preservar a fertilidade.
É preferível por ser uma abordagem minimamente invasiva, que permite a remoção do mioma através da via vaginal e cervical, sem incisões abdominais, resultando em menor tempo de recuperação e menor morbidade.
Além da miomectomia histeroscópica, outras opções incluem miomectomia abdominal ou laparoscópica para miomas de outras localizações ou maiores, embolização de artérias uterinas e, em casos selecionados, histerectomia.
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