HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2026
Nuligesta de 32 anos veio à consulta por desejar engravidar. Relatou apresentar ciclos menstruais regulares e usar regularmente anticoncepcional oral. Ao toque vaginal, o útero estava aumentado de volume (compatível com 12 semanas). A ultrassonografia pélvica transvaginal revelou 3 miomas no útero: um intramural de 2 cm de diâmetro, outro subseroso de 3 cm e o terceiro submucoso de 0,8 cm. A conduta mais adequada é:
Mioma submucoso (FIGO 0, 1 ou 2) em paciente que deseja gestar deve ser sempre retirado via histeroscopia.
Miomas submucosos, mesmo pequenos, distorcem a cavidade endometrial e reduzem as taxas de implantação e gravidez. A miomectomia histeroscópica é o padrão-ouro para restaurar a anatomia uterina antes da concepção.
A miomatose uterina é a neoplasia benigna mais comum do trato reprodutor feminino. Na propedêutica da paciente que deseja engravidar, a localização do mioma é mais importante que o seu tamanho. A classificação da FIGO é essencial para definir a conduta: miomas submucosos (0 a 2) têm indicação cirúrgica formal por interferirem na receptividade endometrial. Miomas intramurais (3 a 5) e subserosos (6 a 7) exigem individualização da conduta. A miomectomia histeroscópica destaca-se por ser um procedimento ambulatorial ou de curta permanência, com baixo risco de complicações e alto impacto positivo na fertilidade.
Os miomas submucosos (FIGO 0, 1 e 2) estão localizados logo abaixo do endométrio ou dentro da cavidade uterina. Eles causam inflamação local, alteram a vascularização endometrial e distorcem a cavidade, o que prejudica significativamente a implantação do embrião e aumenta o risco de abortamento espontâneo. Estudos demonstram que a remoção cirúrgica desses miomas dobra as taxas de gravidez em pacientes com infertilidade inexplicada.
Miomas subserosos geralmente não afetam a fertilidade e não requerem cirurgia pré-concepcional, a menos que causem sintomas compressivos graves. Miomas intramurais são controversos: a cirurgia (miomectomia laparoscópica ou laparotômica) é geralmente reservada para aqueles que distorcem a cavidade endometrial ou que possuem grandes dimensões (geralmente > 4-5 cm), pois podem aumentar o risco de complicações obstétricas.
É um procedimento minimamente invasivo realizado por via vaginal, sem incisões abdominais. O cirurgião utiliza um histeroscópio equipado com um ressectoscópio para visualizar a cavidade uterina e fragmentar/remover o mioma submucoso. É o tratamento de escolha para miomas FIGO 0 e 1, e selecionados FIGO 2, permitindo uma recuperação rápida e retorno precoce às tentativas de gestação (geralmente após 2 a 3 ciclos menstruais).
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