Mioma Submucoso G1: Conduta na Hipermenorreia

UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2020

Enunciado

Paciente de 33 anos, procura o serviço com queixa de ciclos hipermenorrágicos com piora há 6 meses. Sabidamente portadora de miomas há 3 anos, vinha em acompanhamento, pois o médico anterior havia lhe informado que os miomas eram pequenos e sem necessidade de tratamento cirúrgico. Coitarca aos 17 anos. Nuligesta, sem atividade sexual no momento. Hb: 10,8 Ht:34%. USG transvaginal recente: volume uterino 144 cm³ com 3 miomas intramurais de 2,0 cm, 1,5 cm e 1,0 cm e um mioma submucoso G1 de 2,4 cm. Qual a melhor conduta para esta paciente?

Alternativas

  1. A) Miomectomia convencional para a retidada de todos os miomas possíveis
  2. B) Miomectomia por videolaparoscopia, tendo em vista a menor morbidade do procedimento
  3. C) Miomectomia histeroscópica para a retirada somente do mioma submucoso
  4. D) Conduta medicamentosa com anticoncepcional oral até o desejo de gestar.
  5. E) Conduta expectante, sendo indicada a cirurgia somente, se houver aumento de tamanho dos miomas.

Pérola Clínica

Mioma submucoso G1 + hipermenorreia + anemia → Miomectomia histeroscópica é a melhor conduta.

Resumo-Chave

O mioma submucoso, mesmo pequeno, é a principal causa de sangramento uterino anormal (hipermenorreia) e anemia. A miomectomia histeroscópica é a abordagem de escolha para miomas submucosos, especialmente os G0 e G1, por ser minimamente invasiva e preservar a fertilidade.

Contexto Educacional

Miomas uterinos são tumores benignos comuns do útero, e sua apresentação clínica varia conforme o tamanho, número e localização. Os miomas submucosos, mesmo que pequenos, são os que mais frequentemente causam sangramento uterino anormal, como a hipermenorreia (fluxo menstrual excessivo), que pode levar à anemia, como no caso da paciente. A classificação FIGO (G0, G1, G2) dos miomas submucosos é crucial para definir a abordagem terapêutica. Nesta paciente, com hipermenorreia, anemia e um mioma submucoso G1 de 2,4 cm, a conduta mais adequada é a miomectomia histeroscópica. Este procedimento é minimamente invasivo, realizado por via vaginal, e permite a remoção eficaz do mioma que está causando os sintomas, com rápida recuperação e preservação da fertilidade, o que é importante para uma paciente nuligesta de 33 anos. Os miomas intramurais pequenos, sem distorção da cavidade, geralmente não são a causa principal do sangramento e podem ser observados. É fundamental que residentes saibam diferenciar a apresentação clínica dos tipos de miomas e escolher a via cirúrgica mais apropriada. A miomectomia histeroscópica é a técnica de eleição para miomas submucosos G0 e G1, enquanto miomas intramurais ou subserosos maiores podem requerer miomectomia laparoscópica ou laparotômica, dependendo do tamanho, número e desejo reprodutivo da paciente.

Perguntas Frequentes

Qual a classificação dos miomas submucosos e sua relevância clínica?

Os miomas submucosos são classificados pela FIGO de G0 a G2, conforme o grau de protrusão na cavidade uterina. G0 é totalmente intracavitário, G1 tem <50% intramural, e G2 tem >50% intramural. Essa classificação guia a escolha da via cirúrgica (histeroscópica ou laparoscópica/laparotômica).

Por que a miomectomia histeroscópica é a melhor opção para miomas submucosos G1?

A miomectomia histeroscópica é minimamente invasiva, permite a remoção direta do mioma submucoso que causa sangramento, tem rápida recuperação e preserva a fertilidade, sendo ideal para miomas G0 e G1.

Quais são as principais causas de hipermenorreia em mulheres em idade reprodutiva?

As principais causas incluem miomas uterinos (especialmente submucosos), adenomiose, pólipos endometriais, distúrbios de coagulação, disfunção ovulatória e hiperplasia endometrial. A investigação deve ser direcionada pela idade e sintomas da paciente.

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