SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2021
Mulher de 40 anos procura o ambulatório de ginecologia com queixa de sangramento menstrual prolongado há seis meses, aumentando os dias e o volume. G2P2 (partos normais). Informa também que apresenta cólicas leves no período catamenial. O exame genital revela útero pouco aumentado de volume, consistência fibroelástica, superfície regular e mobilidade preservada. Traz consigo exame ecográfico que revela útero de volume adequado, miométrio homogêneo, eco endometrial espessado às custas de imagem nodular hipoecoica, que gera sombra acústica.Assinale a alternativa que indica o provável diagnóstico.
Sangramento uterino anormal + eco endometrial espessado com nódulo hipoecoico e sombra acústica → Mioma submucoso.
Miomas submucosos, mesmo pequenos, podem causar sangramento uterino anormal intenso devido à sua localização que distorce a cavidade endometrial. A ultrassonografia transvaginal é crucial para sua identificação, especialmente quando há espessamento endometrial focal com características de massa.
O mioma uterino, ou leiomioma, é o tumor benigno mais comum do trato genital feminino, afetando cerca de 70-80% das mulheres na idade reprodutiva. Sua localização é crucial para a sintomatologia, sendo os miomas submucosos (tipo 0, 1 e 2) os mais sintomáticos em termos de sangramento uterino anormal (menorragia), mesmo quando pequenos, devido à sua proximidade ou protrusão na cavidade endometrial. A fisiopatologia do sangramento nos miomas submucosos envolve a distorção da cavidade uterina, aumento da superfície endometrial, alterações vasculares e inflamatórias locais. O diagnóstico é primariamente clínico, com a paciente queixando-se de sangramento menstrual prolongado e/ou volumoso, e confirmado por exames de imagem. A ultrassonografia transvaginal é o método de primeira linha, revelando um eco endometrial espessado com uma imagem nodular hipoecoica que pode gerar sombra acústica, diferenciando-o de outras causas de sangramento. O tratamento varia conforme os sintomas, tamanho e desejo reprodutivo da paciente. Opções incluem tratamento medicamentoso (anti-inflamatórios, progestágenos, análogos de GnRH) para controle sintomático, ou cirúrgico, como a miomectomia histeroscópica para miomas submucosos, que é minimamente invasiva e preserva o útero, sendo a escolha ideal para mulheres que desejam engravidar.
Os sintomas mais comuns incluem sangramento uterino anormal, como menorragia (sangramento prolongado e intenso), e dismenorreia (cólicas menstruais), podendo levar à anemia.
A ultrassonografia transvaginal pode revelar um eco endometrial espessado por uma imagem nodular hipoecoica, muitas vezes com sombra acústica posterior, indicando a presença do mioma distorcendo a cavidade.
O mioma submucoso é uma lesão miometrial que protrui para a cavidade, geralmente hipoecoico e com sombra acústica. O pólipo endometrial é uma proliferação do endométrio, tipicamente isoecoico ou hiperecoico, sem sombra acústica.
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