IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2020
A Sociedade Europeia de Endoscopia Ginecológica classifica o mioma submucoso do útero em tipo 0, tipo I e tipo II. Em relação a estes tipos de mioma do útero, é correto afirmar:
Mioma submucoso tipo 0 → ressecção histeroscópica → parto normal possível.
A classificação ESGE para miomas submucosos (0, I, II) é crucial para definir a abordagem cirúrgica. Miomas tipo 0, totalmente intracavitários, são os mais favoráveis à ressecção histeroscópica e, após a miomectomia, permitem parto normal em gestações futuras.
Os miomas uterinos são os tumores benignos mais comuns do trato genital feminino, e os miomas submucosos, embora menos frequentes que os intramurais ou subserosos, são os que mais frequentemente causam sintomas como sangramento uterino anormal e infertilidade. A Sociedade Europeia de Endoscopia Ginecológica (ESGE) desenvolveu uma classificação importante para os miomas submucosos, baseada na sua extensão intramural, que orienta a conduta terapêutica. A classificação ESGE divide os miomas submucosos em: Tipo 0 (totalmente intracavitário, sem componente intramural), Tipo I (com componente intramural menor que 50% do diâmetro total do mioma) e Tipo II (com componente intramural igual ou maior que 50% do diâmetro total do mioma). Essa classificação é crucial para determinar a complexidade da miomectomia histeroscópica, sendo os tipos 0 e I geralmente mais fáceis de ressecar por essa via. Em relação à gestação futura, a miomectomia histeroscópica para miomas submucosos, especialmente os do tipo 0, é considerada um procedimento seguro que não compromete significativamente a integridade miometrial. Diferente das miomectomias que envolvem incisões profundas no miométrio (como as realizadas por laparotomia para miomas intramurais grandes), a ressecção histeroscópica não aumenta o risco de ruptura uterina durante o trabalho de parto. Portanto, após a ressecção de um mioma submucoso tipo 0, a paciente pode ter um parto normal em gestações subsequentes, o que é um ponto importante para o aconselhamento pré-operatório. O tratamento pré-operatório com análogos de GnRH ou progestagênios pode ser considerado para reduzir o tamanho do mioma ou controlar o sangramento, mas não é uma regra para todos os tipos e não impede a abordagem histeroscópica.
A ESGE classifica os miomas submucosos em tipo 0 (totalmente intracavitário), tipo I (menos de 50% intramural) e tipo II (50% ou mais intramural), com base na porcentagem de sua extensão intramural.
A classificação ESGE é fundamental para determinar a viabilidade e a segurança da miomectomia histeroscópica. Miomas tipo 0 e I são geralmente mais acessíveis por histeroscopia, enquanto o tipo II pode exigir abordagens mais complexas ou em múltiplos estágios.
Sim, após a ressecção histeroscópica de miomas submucosos, especialmente os do tipo 0, o parto normal é geralmente possível, pois a integridade do miométrio não é comprometida de forma significativa como em miomectomias por via laparotômica ou laparoscópica que penetram profundamente no miométrio.
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