UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Uma paciente de 47 anos apresenta-se com sangramento uterino anormal persistente. Após avaliação inicial, a ultrassonografia transvaginal indica a presença de um mioma submucoso. A histeroscopia classifica o mioma como nível zero, de acordo com a Classificação Histeroscópica da Sociedade Europeia de Endoscopia Ginecológica (ESGE). Qual das alternativas abaixo descreve corretamente a conduta adequada para este caso?
Mioma submucoso nível zero (ESGE) → completamente intracavitário = miomectomia histeroscópica é a conduta ideal.
Miomas submucosos são a principal causa de sangramento uterino anormal. A classificação ESGE (European Society for Gynaecological Endoscopy) para miomas submucosos é crucial para definir a abordagem. Um mioma nível zero está totalmente dentro da cavidade uterina, tornando a miomectomia histeroscópica a técnica de escolha, minimamente invasiva e eficaz.
Os miomas uterinos, ou leiomiomas, são os tumores benignos mais comuns do trato genital feminino, afetando uma parcela significativa de mulheres em idade reprodutiva. Os miomas submucosos, embora representem uma minoria dos miomas, são os que mais frequentemente causam sangramento uterino anormal (SUA), como menorragia e metrorragia, devido à sua localização na cavidade endometrial. A classificação histeroscópica da Sociedade Europeia de Endoscopia Ginecológica (ESGE) é fundamental para guiar a conduta, categorizando os miomas submucosos de 0 a 2, com base na porcentagem de sua protrusão na cavidade uterina. Um mioma submucoso classificado como nível zero pela ESGE indica que ele está inteiramente localizado dentro da cavidade uterina, sem componente intramural. Essa característica o torna um candidato ideal para a remoção por miomectomia histeroscópica. Este procedimento é minimamente invasivo, realizado por via vaginal, utilizando um histeroscópio para visualizar e ressecar o mioma. A miomectomia histeroscópica é altamente eficaz na resolução dos sintomas de sangramento e dor, com baixas taxas de complicação e rápida recuperação. A conduta para miomas submucosos deve ser individualizada, considerando o tamanho, número, localização do mioma, sintomas da paciente, desejo de preservar a fertilidade e idade. Para miomas nível zero, a miomectomia histeroscópica é a abordagem de primeira linha, oferecendo excelente resultado clínico e preservação uterina. Outras opções como tratamento medicamentoso, embolização de artérias uterinas ou histerectomia são geralmente reservadas para casos específicos ou miomas de outras classificações.
Na classificação histeroscópica da ESGE, um mioma submucoso nível zero significa que o mioma está completamente dentro da cavidade uterina, sem componente intramural. Isso o torna ideal para remoção por histeroscopia cirúrgica.
A miomectomia histeroscópica é um procedimento minimamente invasivo que permite a remoção do mioma sem incisões abdominais. É eficaz na resolução do sangramento uterino anormal, preserva o útero e a fertilidade, e tem um tempo de recuperação mais rápido em comparação com cirurgias abertas.
A histerectomia é geralmente considerada para miomas uterinos em casos de falha de tratamentos conservadores, sintomas graves e refratários, miomas de grande volume, ou quando a paciente já completou sua prole e não deseja preservar o útero. Para miomas submucosos nível zero, é uma opção excessivamente invasiva.
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