UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2015
Paciente, 25 anos, nuligesta, apresenta quadro de menometrorragia há 3 meses, sendo realizado tratamento clínico com uso de AINH e anticoncepcionais sem resposta. Sexarca aos 18 anos. Colpocitologia recente sem alterações. Ultrassonografia transvaginal mostra mioma submucoso de 2cm no corpo uterino, ovários sem alterações. Diante do exposto, qual a melhor opção de tratamento?
Mioma submucoso com menometrorragia em nuligesta → miomectomia histeroscópica é a melhor opção para preservar o útero.
Miomas submucosos, mesmo pequenos, podem causar sangramento uterino anormal significativo. A histeroscopia cirúrgica é o tratamento de escolha para miomas submucosos sintomáticos, permitindo a remoção do mioma e preservando o útero, crucial para pacientes nuligestas que desejam engravidar.
Miomas uterinos são tumores benignos do miométrio, sendo os submucosos aqueles que se projetam para a cavidade uterina. Embora representem uma minoria dos miomas, são os mais sintomáticos, causando menometrorragia, anemia e infertilidade. A prevalência é alta em mulheres em idade reprodutiva, e seu manejo é crucial para a qualidade de vida. O diagnóstico é feito principalmente por ultrassonografia transvaginal, que pode classificar o mioma de acordo com sua localização e grau de protrusão na cavidade. A falha do tratamento clínico com AINH e anticoncepcionais hormonais combinados é comum para miomas submucosos sintomáticos, indicando a necessidade de intervenção cirúrgica. A miomectomia histeroscópica é o padrão-ouro para o tratamento de miomas submucosos sintomáticos, especialmente em pacientes nuligestas ou que desejam preservar a fertilidade. Este procedimento minimamente invasivo remove o mioma através da vagina e colo uterino, evitando incisões abdominais e oferecendo uma recuperação mais rápida e eficaz.
Os miomas submucosos são frequentemente associados a sangramento uterino anormal, como menometrorragia (sangramento menstrual prolongado e intenso) e metrorragia (sangramento irregular entre os períodos), além de anemia e infertilidade.
A histeroscopia cirúrgica permite a remoção direta do mioma que protrui para a cavidade uterina, sendo um procedimento minimamente invasivo, com rápida recuperação e preservação da fertilidade, ideal para pacientes que desejam engravidar.
A histerectomia é geralmente reservada para casos de falha de tratamentos menos invasivos, miomas múltiplos e volumosos, ou quando a paciente não deseja mais gestar e busca uma solução definitiva para os sintomas.
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