HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2019
Paciente de 25 anos, nuligesta, assintomática, queixa-se de infertilidade há 1 ano. Histerossalpingografia, exames laboratoriais e espermograma do marido normais. Ultrassonografia transvaginal mostrando mioma submucoso em parede lateral direita de 2 cm. A conduta mais apropriada é:
Mioma submucoso, mesmo pequeno e assintomático, pode causar infertilidade e deve ser removido por histeroscopia em nuligestas.
Em uma paciente nuligesta com infertilidade e mioma submucoso, mesmo que assintomática, a miomectomia histeroscópica é a conduta mais apropriada. Miomas submucosos, por distorcerem a cavidade uterina, são a principal causa de infertilidade e abortamento entre os tipos de mioma e sua remoção melhora as taxas de gravidez.
Miomas uterinos são tumores benignos comuns, e sua localização é crucial para determinar o impacto clínico. O mioma submucoso, mesmo pequeno, é o tipo mais associado à infertilidade e abortamento de repetição, pois distorce a cavidade uterina, impedindo a implantação embrionária e o desenvolvimento gestacional adequado. Em pacientes nuligestas com infertilidade e diagnóstico de mioma submucoso, a intervenção é geralmente indicada para melhorar as chances de concepção. A miomectomia histeroscópica é a técnica de escolha para miomas submucosos, pois permite a remoção do mioma por via vaginal, sem incisões abdominais, preservando a integridade uterina e otimizando o ambiente para uma futura gravidez. A decisão pela miomectomia histeroscópica baseia-se na evidência de que a remoção desses miomas melhora significativamente as taxas de gravidez e reduz o risco de aborto. Para residentes, é vital diferenciar os tipos de mioma e suas implicações na fertilidade, escolhendo a abordagem cirúrgica mais adequada para cada caso, especialmente em pacientes com desejo reprodutivo.
O mioma submucoso, por se projetar na cavidade uterina, pode distorcer o endométrio, interferir na implantação embrionária, alterar a contratilidade uterina e o transporte de espermatozoides, levando à infertilidade ou abortos de repetição.
A miomectomia histeroscópica é minimamente invasiva, permite a remoção do mioma sob visualização direta sem incisões abdominais, preserva o útero e tem um tempo de recuperação mais rápido, sendo ideal para pacientes que desejam engravidar.
A conduta expectante pode ser apropriada para miomas assintomáticos, pequenos, que não distorcem a cavidade uterina (ex: intramurais ou subserosos), ou em pacientes próximas da menopausa, onde a regressão pode ocorrer.
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