UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2024
Lactente de 6 meses de vida apresentou quadro de febre baixa, coriza e tosse seca com duração de 3 dias. Uma semana após evoluiu com desconforto respiratório que piorava ao mamar. Ao exame físico, frequência respiratória de 52 irpm, com tiragem intercostal, ausculta cardíaca com ritmo cardíaco irregular e presença de terceira bulha, ausculta pulmonar com sibilos difusos, além de rebaixamento de fígado. Radiografia de tórax demonstra aumento da área cardíaca e sinais de congestão pulmonar. Em relação ao quadro descrito assinale a alternativa que contém o tratamento mais adequado para a principal hipótese diagnóstica:
Lactente + infecção viral prévia + IC aguda (cardiomegalia, sibilos, hepatomegalia) → Miocardite viral = tratar IC (digitálico, diurético, IECA).
O quadro clínico de um lactente com infecção viral prévia, evoluindo com sinais de insuficiência cardíaca (desconforto respiratório, sibilos, hepatomegalia, cardiomegalia), sugere miocardite viral. O tratamento é de suporte para a insuficiência cardíaca, visando otimizar a função cardíaca.
A miocardite viral é uma inflamação do miocárdio, frequentemente desencadeada por infecções virais, sendo uma causa significativa de insuficiência cardíaca aguda em lactentes e crianças. Sua apresentação clínica pode ser insidiosa, mimetizando outras doenças respiratórias, o que torna o diagnóstico um desafio e ressalta a importância de uma alta suspeição clínica. A fisiopatologia envolve a lesão direta dos miócitos pelo vírus e/ou uma resposta imune desregulada. O diagnóstico é clínico, baseado na história de infecção viral prévia, sinais de insuficiência cardíaca (taquipneia, taquicardia, hepatomegalia, cardiomegalia, galope), e exames complementares como ECG, radiografia de tórax e ecocardiograma. A biópsia endomiocárdica é o padrão-ouro, mas raramente realizada na fase aguda. O tratamento da miocardite viral é primariamente de suporte, focado no manejo da insuficiência cardíaca. Isso inclui o uso de inotrópicos (digitálicos), diuréticos para controle da congestão e inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) para otimizar a função ventricular. Em casos graves, pode ser necessário suporte circulatório mecânico. O prognóstico é variável, com alguns pacientes se recuperando completamente e outros evoluindo para cardiomiopatia dilatada crônica.
Lactentes com miocardite viral podem apresentar sintomas inespecíficos como febre, coriza e tosse, seguidos por sinais de insuficiência cardíaca, como desconforto respiratório, taquipneia, sibilos, hepatomegalia, má perfusão e cardiomegalia na radiografia de tórax.
O tratamento é de suporte e visa otimizar a função cardíaca e reduzir a congestão. Inclui o uso de digitálicos (como digoxina) para melhorar a contratilidade, diuréticos para reduzir a pré-carga e inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) para reduzir a pós-carga.
Embora ambas possam causar desconforto respiratório e sibilos, a miocardite viral frequentemente apresenta sinais de disfunção cardíaca, como ritmo cardíaco irregular, terceira bulha, hepatomegalia e cardiomegalia na radiografia de tórax, que não são típicos da bronquiolite isolada.
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