IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2024
Um paciente de 32 anos apresenta-se com febre e desconforto no peito. Os exames laboratoriais mostram marcadores inflamatórios elevados. Qual é o mecanismo fisiopatológico mais provável envolvido nesse cenário?
Febre + dor torácica + marcadores inflamatórios ↑ → suspeitar miocardite viral.
A miocardite, frequentemente de etiologia viral, manifesta-se com sintomas sistêmicos (febre) e cardíacos (desconforto torácico), acompanhada de elevação de marcadores inflamatórios. O mecanismo principal é a invasão viral direta do miocárdio, desencadeando uma resposta imune inflamatória.
A miocardite é uma doença inflamatória do miocárdio, frequentemente desencadeada por infecções virais. É uma causa importante de insuficiência cardíaca aguda em jovens e pode levar a cardiomiopatia dilatada crônica. A incidência exata é difícil de determinar devido à apresentação clínica variada, mas estima-se que seja uma causa significativa de dor torácica e disfunção cardíaca. O mecanismo fisiopatológico mais comum envolve a invasão direta do miocárdio por um vírus, seguido por uma resposta imune do hospedeiro que pode causar dano adicional às células cardíacas. Essa inflamação leva à necrose dos miócitos, disfunção ventricular e, consequentemente, sintomas como febre, dor torácica e dispneia. A elevação de marcadores inflamatórios e de lesão miocárdica (troponinas) é comum. O tratamento da miocardite é principalmente de suporte, visando o manejo da insuficiência cardíaca e das arritmias. Em casos graves, pode ser necessário suporte circulatório mecânico. O prognóstico varia amplamente, com alguns pacientes se recuperando completamente e outros desenvolvendo insuficiência cardíaca crônica.
Os vírus são a causa mais comum, incluindo enterovírus (especialmente Coxsackievirus B), adenovírus, parvovírus B19, herpesvírus e, mais recentemente, SARS-CoV-2.
Além dos marcadores inflamatórios (PCR, VHS) e lesão miocárdica (troponinas), o ECG pode mostrar alterações inespecíficas, o ecocardiograma pode revelar disfunção ventricular e a ressonância magnética cardíaca é fundamental para caracterizar a inflamação miocárdica.
A principal complicação é a insuficiência cardíaca aguda, que pode ser grave e fulminante. Outras complicações incluem arritmias e, a longo prazo, o desenvolvimento de cardiomiopatia dilatada crônica.
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