Miocardite Viral Aguda em Lactentes: Diagnóstico e Sinais

Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2021

Enunciado

Lactente de 8 meses, previamente hígido, apresenta há 3 dias quadro de tosse, coriza, febre e cansaço progressivo. Hoje a mãe refere que ele está irritado, com dificuldade para mamar e com desconforto respiratório. Ao exame de entrada, está em regular estado geral, sonolento, pálido, afebril, taquicardico, taquipneico, com pulsos finos e extremidades frias. Ausculta pulmonar com estertores difusos, ausculta cardíaca com bulhas rítmicas e hipofonéticas, sem sopros e exame abdominal com fígado a 5 cm do rebordo costal direito. A radiografia de tórax revela velamento pulmonar bilateral e aumento de área cardíaca. A principal hipótese diagnóstica é

Alternativas

  1. A) sepse.
  2. B) bronquiolite viral aguda.
  3. C) miocardite viral aguda.
  4. D) endocardite infecciosa.
  5. E) hepatite transinfecciosa.

Pérola Clínica

Lactente com infecção viral prévia + sinais de choque + insuficiência cardíaca (hepatomegalia, cardiomegalia) → Miocardite viral aguda.

Resumo-Chave

A miocardite viral aguda em lactentes frequentemente se manifesta após um pródromo viral, evoluindo para disfunção miocárdica grave, choque cardiogênico e insuficiência cardíaca congestiva, com achados como hepatomegalia, cardiomegalia e edema pulmonar.

Contexto Educacional

A miocardite viral aguda é uma inflamação do miocárdio, frequentemente desencadeada por infecções virais, que pode levar à disfunção ventricular e insuficiência cardíaca. Em lactentes, a apresentação pode ser insidiosa, com sintomas inespecíficos como irritabilidade e dificuldade para mamar, progredindo rapidamente para choque cardiogênico. A fisiopatologia envolve a lesão direta dos miócitos pelo vírus ou uma resposta imune desregulada. O diagnóstico é suspeitado clinicamente pela presença de pródromo viral seguido por sinais de insuficiência cardíaca (taquicardia, hepatomegalia, edema pulmonar) e choque (pulsos finos, extremidades frias). Exames complementares como ECG (alterações de repolarização, arritmias), ecocardiograma (disfunção ventricular, dilatação) e marcadores cardíacos (troponina, BNP) são cruciais. O tratamento é de suporte, visando estabilizar a hemodinâmica, reduzir a pré e pós-carga, e melhorar a contratilidade miocárdica. Em casos graves, pode ser necessário suporte ventilatório e uso de drogas vasoativas. O prognóstico varia, mas a identificação precoce e o manejo agressivo são fundamentais.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais de miocardite viral em lactentes?

Os principais sinais incluem pródromo viral seguido por taquicardia, taquipneia, pulsos finos, extremidades frias, hepatomegalia, bulhas cardíacas hipofonéticas e cardiomegalia no raio-X de tórax.

Como diferenciar miocardite de bronquiolite grave ou sepse em lactentes?

A miocardite se distingue pela presença de sinais de disfunção cardíaca primária, como cardiomegalia, bulhas hipofonéticas e hepatomegalia proeminente, que são menos típicos de bronquiolite ou sepse sem envolvimento cardíaco direto.

Qual a importância da hepatomegalia no diagnóstico de miocardite?

A hepatomegalia em miocardite indica congestão venosa sistêmica devido à insuficiência cardíaca direita, sendo um sinal importante de disfunção miocárdica e sobrecarga volêmica.

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